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TIRO DA PF ACERTOU A PROPAGANDA

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Investigação mistura adulteração de carne com pagamento de propina e envolve campanhas milionárias

Fátima e Tony: imagens arranhadas

A operação “Carne Fraca” da Polícia Federal, deflagrada após denúncias do fiscal agropecuário Daniel Gouvêa Teixeira, que atua na região de Curitiba, acabou atingindo a credibilidade da comunicação de grandes marcas do setor, assim como personalidades contratadas como garotos-propaganda.

As investigações sobre adulteração ilícita da matéria-prima desaguaram também no pagamento de propina, prática criminosa mas infelizmente recorrente e intimidatória no país, que visa, em outras palavras, não procurar “pelo em ovo”.

Nesse balaio, caíram os maiores produtores e exportadores do mercado, assim como o ator Tony Ramos e os apresentadores Fátima Bernardes e Luciano Huck, que associam sua imagem a produtos dos grupos JBS e BR Foods, gigantes da atividade. … Continue lendo “TIRO DA PF ACERTOU A PROPAGANDA”

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UM TIRO NO PÉ DO MARKETING

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Clube mineiro que contratou goleiro Bruno Fernandes mirou na fama e acertou na rejeição

Três dias após anunciar a contratação de Bruno Fernandes das Dores de Souza, de 33 anos, o Boa Esporte Clube promoveu a apresentação do goleiro condenado a 22 anos e 3 meses pelo assassinato de Eliza Samudio, em 2010, já sem seus cinco patrocinadores.

A fornecedora de material esportivo Kanxa, o grupo fabricante de pré-moldados Gois e Silva, a Nutrends Nutrition, rede Cardiocenter e Magsul Ressonância Magnética, suspenderam seu apoio financeiro ao time. … Continue lendo “UM TIRO NO PÉ DO MARKETING”

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PROPEG RESPONDE COM COMUNICADO

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Com relação à matéria “Recurso e Diligência Ameaçam Concorrência”, referente ao processo de licitação de agências para atender a conta da Petrobras, a Propeg enviou o seguinte comunicado:

“A Propeg informa que está preparada para todas as etapas exigidas na concorrência da Petrobras.

A agência possui processo de compliance devidamente regulamentado por empresa de auditoria internacional, atestando todas as práticas de sua boa governança”.

O documento remete à informação de que na fase de Duo Dilligence de Integridade, a Propeg seria avaliada pela sua citação na operação Hidra de Lerna da Polícia Federal.

A DPZ&T, outra vencedora do processo, e citada em recurso por suposta identificação de proposta, preferiu não se manifestar, já que os contra-recursos estão sendo julgados. … Continue lendo “PROPEG RESPONDE COM COMUNICADO”

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RECURSO E DILIGÊNCIA AMEAÇAM CONCORRÊNCIA

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Proposta identificada e Duo Dilligence de Integridade podem mudar resultado da Petrobras

Vencedoras da concorrência da conta publicitária da Petrobras, que prevê investimento de R$ 550 milhões nos próximos dois anos, DPZ&T e Propeg enfrentam recursos e avaliações para serem confirmadas.

O processo da estatal, dona da maior verba de comunicação do setor público do país, encontra-se em fase de recursos e ainda vai realizar a chamada fase DDI, ou Duo Dilligence de Integridade.

Conforme informações do mercado, a proposta identificada da DPZ&T, o que não é permitido pelas normas licitatórias, está sendo avaliada, e envolvimento da Propeg na Operação Hidra de Lerna da Polícia Federal, ramificação da Lava-Jato, deflagrada em outubro do ano passado, deve ser alvo da DDI.

A agência Heads, que dividia a conta da Petrobras com NBS, ficou em terceiro lugar na concorrência, e a Ogilvy Brasil em quarto. … Continue lendo “RECURSO E DILIGÊNCIA AMEAÇAM CONCORRÊNCIA”

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QUANDO VOCÊ VÊ, MUDOU DE AGÊNCIA

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Menos de 24 horas após a NBS anunciar que estava abrindo mão da conta do CCAA, cliente há 7 anos, a Ogilvy divulga a conquista da marca.

Em janeiro, enquanto a NBS lançava o novo conceito “Quando você vê, está falando inglês”, a rede de escolas de idiomas já havia acertado a transferência de sua publicidade.

O mesmo conceito já havia sido utilizado anteriormente pela Wizard, cliente da MultiSolution, em campanha de 2010, o que gerou reclamações. … Continue lendo “QUANDO VOCÊ VÊ, MUDOU DE AGÊNCIA”

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CAMINHO ABERTO PARA O RETORNO

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Vivo assina comunicado com Cris Duclos isentando a executiva

Cris: 6 meses de luta

Seis meses depois de ser envolvida por notícias na imprensa em supostas irregularidades de conduta, a ex-diretora de Comunicação e Imagem da Vivo, Cris Duclos, publica anúncio com assinatura da empresa refutando qualquer acusação.

Com isso, segundo sua assessoria de imprensa, ela se prepara para voltar ao mercado de trabalho o mais breve possível.

Sua demissão da operadora, conforma esclarecido no comunicado veiculado no jornal “Valor” desta terça-feira (27), não ocorreu por justa causa e seguiu os trâmites regulares, inclusive com pagamento de devida indenização.

Comunicado: clique para ampliar

No último mês de junho, sua saída da Vivo gerou especulações sobre superfaturamento de comerciais e pagamentos indevidos. Uma nota no UOL, apagada em seguida, e um artigo em um Blog do jornalista gaúcho Políbio Braga, desencadearam uma sucessão de boatos e rumores, todos desfavoráveis à executiva.

Em setembro, devido à falta de posicionamento da empresa, Cris entrou ação contra a Vivo, solicitando reintegração do cargo. Em setembro, após audiência com as partes, o Tribunal do Trabalho de São Paulo concluiu que não houve justa causa, o que anúncio de hoje é reconhecido oficialmente pela empresa.

“Chegamos a um consenso com a Vivo para encerrar definitivamente os boatos envolvendo meu nome que circularam na imprensa e nas redes sociais”, comemora ela.

O prejuízo moral, profissional e familiar da executiva, uma vez que seu marido, o criativo Ricardo Chester chegou a ser citado em notícias sem fundamentos, é incalculável. Possíveis ações de ressarcimento podem surgir agora, com o aval de decisão judicial.

Na época de seu desligamento da Vivo, Cris Duclos analisava proposta de importante empresa multinacional da área de tecnologia digital, o que acabou não se concretizando em razão da divulgação dos boatos.

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PRAZOS DE PAGAMENTO SUFOCAM O SETOR

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A imposição monocrática de condições e prazos de pagamento por parte de algumas das grandes empresas anunciantes está tornando cada vez mais capenga a cadeia da comunicação publicitária e levando à uma situação insustentável os prestadores de serviços.

Se já estava difícil atender demandas com prazos de 90 dias para quitação de orçamentos, novos prazos que se estendem por 120 e em alguns casos a até 210 dias, tornou essa relação inaceitável.

A justificativa de adequação à concorrência de mercado e necessidade de redução de custos, não se sustenta quando se verifica que a produção publicitária representa apenas 5% das verbas de marketing, enquanto o volume de 80% é aplicado em compra de mídia e saldado a curto prazo junto aos veículos de comunicação.

Acordos para antecipação de 50% do orçamento para custos imediatos começaram a ser feitos no II Fórum da Propaganda em 2003 e reafirmados no III Fórum de Produção Publicitária, há 5 anos, nunca foram cumpridos.

Diante desse cenário, várias produtoras de imagem e som, empresas de eventos e promoção estão em iminência falimentar.

ABA não se envolve

Sandra: livre negociação

“Na verdade, não participamos do III Fórum de Produção Publicitária, pois não concordamos com as premissas na época. Defendemos a livre negociação. As negociações são livres e são de responsabilidade das empresas e fornecedores, pois os prazos são previamente acordados”, posiciona-se Sandra Martinelli, presidente executiva da Associação Brasileira de Anunciantes.

ABAP: agências também sofrem

Consultor Jurídico da Associação Brasileira das Agências de Propaganda, o advogado Paulo Gomes lembra que estas, como intermediárias das notas fiscais emitidas pelos fornecedores, também só recebem seus honorários no prazo estipulado pelos clientes.

Gomes: significativos

Em preparação do IV Fórum da Propaganda, previsto para março de 2017, a ABAP lamenta que acordos celebrados na segunda edição do evento, em 2003, não estejam sendo cumpridos.

Como explica o Dr. Paulo Gomes, as agências associadas são orientadas a ‘insistir’ com os anunciantes sobre a necessidade de realizarem pagamentos por serviços nas formas estabelecidas, com 50% de adiantamento, já que as produtoras são obrigadas a cumprir prazos com profissionais contratados regidos por dissídio coletivo.

Ele ressalta, porém, que esse desvirtuamento de conduta ocorre apenas relação a alguns anunciantes. “São poucos, mas são os maiores, o que realmente é muito significativo”, afirma.

APRO quer ser parceira

Schmidt: pacto

“A situação está ficando cada dia mais difícil. Somos tratados como fornecedores e não como parceiros, que produzem peças fundamentais para a comunicação das marcas”, reclama Paulo Schmidt, presidente da Associação Brasileira da Produção de Obras Audiovisuais.

Segundo ele, a entidade vai realizar em maio de 2017 um evento para divulgar a repactuação das ‘melhores práticas’, o que inclui a condição de pagamento.

“A ABA será convidada mas sempre se esquiva. Não há como estabelecer posições em bloco pelas produtoras.  Isto confronta a livre concorrência”, diz.

A alternativa viável seria um acordo, um pacto. As produtoras não têm capital de giro, não podem assumir custos financeiros, já que as suas margens são muito pequenas e não podem financiar o anunciante”, conclui.

APROSOM lembra de prorrogação

Ana: situação insustentável

“Além dos prazos inviáveis, ainda sofremos com atraso e até prorrogação de datas após o vencimento”, desabafa Ana Nogueira, diretora executiva da Associação das Produtoras de Fonogramas Publicitários.

Como ela diz, a APROSOM está extremamente preocupada quanto às dificuldades que as produtoras vêm encontrando para cumprir seus compromissos financeiros.

As produtoras assumem um volume expressivo de encargos, como contratação de profissionais especializados, pagamento de funcionários, locações de equipamentos e impostos, para saldar no prazo máximo de 30 dias.

“Com isso, as produtoras muitas vezes são obrigadas a adquirir empréstimos bancários para cumprir suas obrigações financeiras, tornando esta situação ainda mais difícil”, completa.

AMPRO: agência não é Banco

Celio: não somos banco

“Entre os trabalhos da Associação de Marketing Promocional está a conscientização do mercado por um relacionamento ético e sustentável entre agências e clientes, o que inclui buscar a melhor solução para minimizar os aceites de prazos de pagamento”, declara Celio Ashcar Júnior, chairman da entidade.

Ele lembra que em 2015 a AMPRO lançou o conjunto de recomendações “Princípios de Valor”, divulgado às agências do setor através de campanhas ou workshops realizados em diversas cidades do Brasil.

“O aumento do prazo de pagamento por parte dos clientes torna em muitos casos a relação insustentável. O cliente precisa entender que somos agência e não banco ou instituição financeira. Não faz o menor sentido uma agência financiar o trabalho de seu cliente”, finaliza.

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