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SALLES NETO E OS BASTIDORES DA PROPAGANDA

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Fundador do Meio & Mensagem conta como ajudou a organizar o mercado acompanhando sua evolução

Quando surgiu o Meio & Mensagem, em 1978, eu ainda era um repórter policial do Diário da Noite. Nos anos 80 comecei a ter meus primeiros contatos com o mercado publicitário como freelancer, até ser efetivado como editor do Propmark em 1990.

Foram 12 anos como adversário do M&M na busca pelas principais notícias do setor. Muitos festivais de Cannes cobrindo lado a lado. Mas nunca inimigos.

De José Carlos de Salles Gomes Neto, além da admiração pela sua trajetória na comunicação da propaganda brasileira, também recebi o  respeito profissional que demonstra até hoje pelo meu trabalho.

Seu livro autobiográfico “O Comunicador da Comunicação”, da Matrix Editora, é um relato preciso da transformação da publicidade, do marketing e da mídia no país.

A obra contém sua história pessoal, vitórias, episódios tristes e a coragem empresarial para consolidar sua empresa como um dos mais respeitados grupos de mídia do Brasil.

O ex-estudante de Medicina Veterinária começou a trabalhar com Comunicação nos anos 70 até fundar o Meio & Mensagem no final da década no III Congresso Brasileiro de Propaganda, inspirado na Advertising Age.

O livro recupera momentos em que a credibilidade do veículo foi colocada à prova e mostra como a consistência editorial se tornou o principal ativo do grupo.

A confiança do mercado o levou também a criar o Prêmio Caboré, em 1980, e eventos como o Maximídia, Women to Watch e o ProXXIma, além de parcerias com prêmios como Effie Awards.

Salles Neto se apresenta como um mediador, alguém que entendeu cedo que comunicar não é apenas transmitir mensagens, mas criar pontes, interpretar movimentos, dar ritmo ao mercado e influenciar o futuro.