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GRAFITE NA CALÇADA

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Catorze obras em meio-fios, que por lei deveriam ter rampas de acesso, compõem a primeira fase da campanha “Sem Rampa Calçada é Muro”, criada pela agência Z+ para o movimento SuperAção, criado em 2003 para defender os direitos das pessoas com deficiência. A ação, iniciada na capital paulista, já se expande para o Rio de Janeiro e Recife.

A iniciativa visão chamar a atenção da população e das autoridades públicas para os desafios diários enfrentados por pessoas com deficiência em meio às questões de mobilidade urbana.

De acordo com o último censo demográfico, publicado pelo IBGE em 2010, mais de 45 milhões de pessoas declararam ter pelo menos um tipo de deficiência. O estudo também revela que em São Paulo, maior cidade do Brasil, apenas 9% das calçadas possuem acessibilidade. Com isso, os deficientes são obrigados a viver em uma sociedade não adaptada, tendo que enfrentar problemas de mobilidade urbana diariamente.

O projeto conta com a colaboração de artistas como Apolo Torres, Bruno Mazola, Clara Leff, Chivitz, Dinas Miguel, Feik, Felipe Palacio, Ignoto, Mazola Marcnou, Minhau, Negritoo, Ojos Blancos, Tarik e Tito Ferrara.

Os grafites, tradicionais em muros e paredes, foram para as calçadas de ruas nos bairros Barra Funda, Bela Vista, Campo Belo, Chácara Santo Antônio, Jaraguá, Lapa, Liberdade, Mooca, Pinheiros, Sumaré e Vila São Francisco, além de Embu das Artes. 

“Num mundo onde há uma infinidade de informações para chamar a nossa atenção, o projeto direciona a atenção do cidadão, de forma lúdica e artística, para um importante ponto que é a acessibilidade arquitetônica da cidade. A arte é uma das mais belas fontes de contato entre o ser humano e ele mesmo. Estamos fomentando a inclusão de uma forma que só a arte é capaz. Precisamos acessar a emoção dos cidadãos, pois só a razão não tem sido suficiente”, explica Billy Saga, presidente da ONG Movimento SuperAção.

“A ideia nasceu da premissa de que para o cadeirante. uma calçada é um muro. E, se é um muro, cabe um grafite. Dessa forma, não estamos somente chamando atenção para o problema como também mapeando os pontos que precisam ser adaptados para garantir acessibilidade a todos”, justifica Alexandre “Xã” Vilela CCO da agência Z+.

A divulgação do projeto conta com um perfil no Instagram da ONG Movimento SuperAção, onde todos os grafites podem ser vistos, bem como a localização de cada um deles.

Criação de Alexandre “Boca” Lage, Melissa Potker, Ivan Montebello, Rodrigo Seixas e Gustavo Zotini, com direção criativa de Alexandre “Xã” Vilela, Tarso Soares e Célio Salles.

Produção do videocase da Cromo Filmes, com direção de Thiago Siqueira e Lucas Mello, fotografia de Hyra de Mula e produção musical da Coletiva Produtora. Fotografia: Genga Estúdio, Vitor Garcia, Rodrigo Seixas e Alexandre Lage.

 

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