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RH SEM PALAVRAS

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Heloisa questiona recrutador

Mulheres ganham cerca de 30% menos do que homens exercendo mesmos cargos e funções. Segundo o estudo País Estagnado: um retrato das desigualdades brasileiras, produzido pela Oxfam Brasil, em 2018 com dados de 2017, a diferença de salários entre os gêneros atinge todas as classes sociais. Matematicamente, para elas conquistarem os mesmos salários, precisam começar a trabalhar 10 anos antes.

Se considerarmos mulheres negras, a disparidade é ainda mais alarmente. De acordo com a pesquisa “O Desafio da Inclusão”, do instituto Locomotiva divulgada em 2017, o salário de uma mulher negra com o ensino superior concluído é, em média, R$ 2,9 mil. Dentro desse cenário, o de mulher branca é R$ 3,8 mil,  o de um homem negro, R$ 4,8 mil, e o de um homem branco, R$ 6,7 mil.

Com objetivo de mais uma vez chamar a atenção para essa discrepância, o movimento #SalarioIgual, pelo Plano Menina, projeto social que visa dar voz às meninas das periferias do Brasil, em parceria com a agência BETC/Havas, convoca os empregadores para uma reflexão.

A ideia da instituição, que promove cursos e workshops sobre educação financeira, empreendedorismo, carreira, autoestima e cidadania para esse público infantil feminino, é incentivar iniciativas positivas para a igualdade salarial.

A campanha do movimento é ilustrada pelo vídeo “The Youngest Candidate” é protagonizada por Heloisa Teodoro, estudante de 10 anos e aluna do Plano de Menina, que se apresenta como candidata a vagas em empresas e surpreende e questiona recrutadores sobre os privilégios de gênero.

Milhares de meninas do projeto Plano de Menina buscam os mesmos direitos e salários e pedem que todos se unam para que este futuro seja possível e que elas possam ingressar na hora certa no mercado de trabalho, sendo valorizadas com salários iguais e mesmas oportunidades.

“Iniciamos este movimento convocando todas as meninas e responsáveis por meninas de todo Brasil a se unirem a nós em busca de mudança e de um futuro onde mulheres tenham as mesmas oportunidades. O Plano de Menina prepara as meninas para ocuparem seus espaços e serem protagonistas de suas histórias. Mas será que as empresas e a sociedade estão preparadas para dar espaço para esta menina e valorizar sua potência?”, questiona Viviane Duarte, fundadora da instituição.
“Precisamos falar sobre isso e buscar iniciativas positivas todos juntos para esta mudança que impactará em diversos resultados para a sociedade. Uma menina que tem autonomia financeira pode mudar para melhor, além de sua história, todo seu entorno e o PIB de seu país”, completa.

Criação de Guilherme Possobon e Victor Castelo, com direção criativa de Alexandre Kazuo e Lucas Ribeiro, direção executiva de Andrea Siqueira e direção geral de Erh Ray. Produção da Trator Filmes, com direção de Julia Cruz e Som da Cabaret.

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