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RESPEITO ÀS MARCAS QUE PRATICAM DIVERSIDADE

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Secches: ações devem ser autênticas

O brasileiro é favorável ao apoio de causas e bandeiras sobre diversidade por parte das empresas, concluiu pesquisa da Officina Sophia, apresentada pelo sociólogo Paulo Secches durante o 9º Fórum de Marketing Empresarial, realizado no último final de semana no Sofitel Jequitimar, no Guarujá.

O levantamento foi elaborado a partir de briefing da organização do evento do LIDE, que teve como tema central “O Marketing da Diversidade”.

A maioria garante ser a favor de ações e campanhas que estimulam a inclusão social e o combate ao preconceito de cor, gênero, idade e opção sexual, entre outros, embora se mostre conservador quando o assunto é a liberação do aborto e da venda da maconha.

A tendência de a resposta ser positiva é maior quando os assuntos são diferentes cores de pele (83%), respeito e convivência com idosos (82%), igualdade entre homens e mulheres (81%), igualdade entre ricos e pobres (77%), liberdade de religião (75%), empoderamento feminino (75%), respeito e convivência com migrantes (74%) e respeito e convivência com homossexuais (72%).

Quanto aos temas mais polêmicos, a reprovação é maior, por exemplo aborto e liberação da maconha, apenas com 23% e 21% de simpatizantes.

O objetivo da pesquisa era detectar se as empresas praticam essa diversidade em suas estratégias por tendência de mercado, como oportunidade, ou se realmente encaram essas atitudes como aumento de seus negócios.

O estudo também avaliou junto ao consumidor como ele encara o fato das empresas se posicionarem como defensores de minorias e do respeito à diversidade.

Foram entrevistadas 2 mil pessoas das regiões Sudeste, Nordeste, Sul e Centro-Oeste, com idade entre 18 e 50 anos, de diferentes classes sociais.

A pesquisa indicou também que 48% dos entrevistados considera que o apoio de marcas e instituições a causas ocorre de forma oportunista, enquanto outro grupo considera que ele seja feito com responsabilidade com a sociedade e o futuro (40%).

Há também aqueles que interpretam a atitude como sendo sincera (26%) e outros que a consideram sem responsabilidade com a sociedade e o futuro (8%).

Marcas com propósito, que buscam engajamento e cultivam um ecossistema de valor, têm maior probabilidade de conquistar o público (67%) do que aquelas que simplesmente buscam o lucro (21%). Além disso, o consumidor está disposto a pagar mais justamente por produtos de marcas com propósito.

“Construir um propósito de marca, ou uma marca com propósito é, antes de tudo, de interesse do negócio e condição da sua sustentabilidade futura, com rentabilidade. E este propósito pode ser construído sobre a diversidade”, afirmou Secches.

O levantamento conclui que relacionamentos superficiais não bastam. Os consumidores querem marcas que mostrem e pratiquem, de forma autêntica e verdadeira, a sua dimensão humana, contribuindo de forma concreta para suas vidas.

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