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CINEMA EMPODERA E DEFENDE A MULHER

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As jovens talentosas da Disney

Um projeto global da Disney dirigido a 21 jovens talentosas de vários países, inclusive o Brasil, vai resultar em curtas-metragens digitais que contarão histórias de mulheres inspiradoras.

Sob o título “Sou princesa, sou real” a série será compartilhada por meio das plataformas digitais da Disney em todo o mundo, iniciando a campanha que pode angariar até US$ 1 milhão para o projeto “Girl Up”, uma iniciativa da Fundação das Nações Unidas.

Cada participante deverá formar um par com uma das líderes femininas, de diversas áreas profissionais, visando produzir uma entrevista encorajadora. As jovens deverão capturar e contar a história dessas outras mulheres e seus conselhos para chegar ao sucesso.

O Brasil será representado por Alyssa Schiavon Gandini, de 22 anos, graduada em Comunicação Social com Habilitação em Cinema pela FAAP. Ela já atuou como roteirista da série de animação “Tamas & Rajas”, foi Character Attendant na Disney e atualmente, como voluntária, desenvolve conteúdo educacional para a ONG Children’s International Summer Villages (CIVS), criada em 1946 nos Estados Unidos, que visa promover encontros mundiais para o desenvolvimento das crianças.

As 21 integrantes do projeto participaram de um workshop exclusivo na sede do Girl Up, em Wahsington, sobre ferramentas para fazer curtas-metragens digitais. Os vídeos serão filmados em um iPhone X e editados usando o Final Cut Pro X em aparelhos MacBook Pro.

Os vídeos serão lançados nas mídias sociais em outubro, após as jovens realizarem entrevistas cada uma em seu país de origem, com mentoria contínua da Disney, da Apple e da Summerjax.

A cada compartilhamento dos vídeos e fotos da campanha com a hashtag, a Disney doa US$1 para o fundo da ONU, destinado ao programa Girl UP, até atingir a meta de US$ 1 milhão.

ADEUS ASSÉDIO

Schmidt: intolerável

Enquanto isso, aqui no País, o cinema trata de forma muito séria a questão do assédio no seu ambiente de trabalho. Durante o Seminário Internacional Mulheres no Audiovisual, realizado pela ANCINE no início do mês, surgiu um Pacto contra o assédio no setor.

Representantes de produtoras e entidades do mercado assinaram o “Pacto de responsabilidade anti-assédio no setor audiovisual”, cujo objetivo é servir como referência para informações e orientações para casos de assédio em sets de filmagem e demais ambientes de trabalho da área.

O “Pacto de responsabilidade anti-assédio no setor audiovisual” foi assinado por produtoras como Academia de Filmes, Hungry Man, Conspiração, Prodigo Films, Gullane, O2 e outras organizações do meio e juristas. O documento conta com uma cartilha com instruções sobre como vítimas, testemunhas e produtoras responsáveis por sets de filmagem devem se comportar nessas situações.

“Assédio é algo que não podemos tolerar. O setor, por meio do Pacto de responsabilidade, reafirma seu compromisso na luta contra essa prática”, afirma Paulo Schmidt, sócio e produtor da Academia de Filmes e presidente da Associação Brasileira da Produção de Obras Audiovisuais-Apro.

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