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ALANA LANÇA AÇÃO CONTRA MC DONALD’S

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Com o título “Abusivo tudo isso”, numa referência ao slogan “Amo muito tudo isso” do McDonald’s, o Instituto Alana, através de seu programa “Criança e Consumo”, lança campanha nas redes sociais contra a rede líder de fast food.

A ação surgiu após denúncia de consumidor de Brasília ao Ministério Público, que enxergou como danosa ao público infantil a exposição de brinquedos no balcão de atendimento das lojas para sugerir o consumo do Mc Lanche Feliz.

A campanha propõe a assinatura de uma petição com denúncia para a Secretaria Nacional do Consumidor, do Ministério da Justiça, com cópia para o SAC do McDonald’s, contra a prática da empresa de anunciar e comercializar brinquedos com o intuito de promover seus produtos alimentícios para crianças, que considera abusiva e ilegal.

O programa “Criança e Consumo” foi criado em 2006 e através de denúncias de publicidade abusiva dirigida às crianças visando evitar efeitos como obesidade infantil e erotização precoce.

Ele integra o portfólio da ONG Instituto Alana, criada em 1994 para lutar pelos direitos e desenvolvimento da criança. Alana é a junção dos nomes de Alfredo e Ana Lucia de Villela, bisnetos do fundador do Banco Itaú, Alfredo Egídio de Souza Aranha e maiores acionistas individuais da holding Itausa.

“Nós recebemos mensagens em nosso site, redes sociais e e-mail de pessoas indignadas com as estratégias publicitárias abusivas direcionadas às crianças por essa rede de fast food. E a denúncia deste cidadão nos inspirou a criar uma ferramenta para que reclamações semelhantes cheguem a um órgão responsável por sua fiscalização”, explica Ekaterine Karageorgiadis, advogada e coordenadora do Criança e Consumo.

Especialistas indicam que a comercialização de brinquedos por redes de fast food estimula o consumo excessivo e habitual de produtos alimentícios com altos teores de sódio, açúcar e gorduras, sendo extremamente prejudicial à saúde das crianças. “A obesidade infantil e as doenças crônicas associadas são um problema de saúde pública no Brasil e no mundo. Sem uma mudança de hábitos e práticas de mercado, em menos de uma década a obesidade pode atingir 11,3 milhões de crianças brasileiras”, diz ela.

“Além disso, o fato de esses brinquedos serem exclusivos e colecionáveis faz com que a criança seja diretamente incentivada a consumir muitas promoções no curto espaço de tempo em que são oferecidas. Depois de conseguir o primeiro brinquedo da série, em geral, a criança quer completar a coleção e o apelo para que mãe, pai ou responsável compre os demais itens pode gerar estresse familiar”, conclui a advogada.

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