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COMO FISCHER NOCAUTEOU A CRISE

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Fischer: em 3 anos

Em 2006, a então Fischer América era um grupo transnacional, como gostava de definir seu fundador, com 14 empresas em 7 países de 3 continentes, 700 funcionários e um portfólio de 200 clientes.

Eduardo Fischer decidiu então se afastar do comando e investir no festival de música SWU, o Startrs With You, e outras atividades. Entre eles, chegou a negociar a venda de seu conglomerado de empresas de publicidade à multinacional japonesa Dentsu, não concretizada.

Em 2013, sem a conta da Caixa e de vários executivos e algumas posições no ranking abaixo, decidiu retornar ao dia a dia da agência e consolidar o conceito de comunicação total que havia implantado ainda nos anos 90.

Para conseguir realizar o projeto de reconstrução, vendeu 25% das ações da holding para o fundo de private equity Trindade Investimentos.

Pouco mais de 3 anos depois, ele comemora o sucesso da empreitada, recompra as ações da Trindade, retoma o controle acionário do grupo, que inclui a própria agência de publicidade Fischer a TOD (Total On Demand, One Stop de marketing promocional, a Alquimia de marketing de relacionamento, incentivo e CRM e a Gogoland, de Conteúdo.

Aos 35 anos de fundação, a Fischer subiu um posto no ranking de agências de 2016, figurando na 34º posição.

Em sua carteira atual de clientes, marcas como Vigor, Leco, Danúbio e Faixa Azul do grupo JBS, Banco Original, Melitta, Seguros BB-Mapfre, Sistema Elo, Sabesp, divisão Flora de produtos de beleza e Luftal, entre outras.

Eduardo voltou com a disposição de chegar novamente ao topo do ranking nacional, contando para isso com sua expertise em segmentos como de automóveis e cervejas, no qual inclui cases históricos como “Brahma Nº1”, “Experimenta” para Nova Schin e “A Volta do Baixinho da Kaiser”.

Para tanto, conta com uma diretoria executiva composta por nomes como o CCO Jairo Soares, o executivo de Negócios Reginaldo Ferrante, os profissionais Ira Funkelstein no Planejamento e Yuri Aizemberg no Atendimento e os criativos André Pedroso e André Figueiredo.

Essa não foi a primeira crise da agência que nasceu em 1982 como Fischer & Gabus Mendes, se tornou Fischer&Justus, Fischer América e Fischer & Friends, até voltar a ser simplesmente Fischer, de Eduardo Fischer.

Mas foi mais uma vencida e, assim como ocorreu com outros investidores, como Antonio Carneiro e Antonio Camanho, a Trindade Invetimentos deverá ser, daqui em diante, apenas uma lembrança de tempos difíceis.

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