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PRODUTORAS DE SOM PEDEM SOCORRO

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Com prazo de 30 dias para saldar todos os compromissos financeiros que assumem para a realização de peças fonográficas, e indefinido para receber de quem a contrata, as produtoras de som estão pedindo socorro. Em comunicado ao mercado, a Associação Brasileira das produtoras de Fonogramas Publicitários alerta para o problema, atualmente sem solução. A Aprosom reclama dos não só dos atrasos de clientes anunciantes, como também de condições de pagamento que chama de insustentáveis. A diretora executiva da entidade, Ana Nogueira, assina carta que detalha o processo de trabalho das produtoras. Como diz, ao se qualificar para o trabalho, essas empresas assumem o compromisso de remunerar locutores, maestros, músicos e intérpretes, além de seus próprios funcionários e eventuais locações de equipamentos. Ela lembra que esses profissionais têm proteção legal pelas normas trabalhistas e dissídios coletivos de trabalho e devem ser pagos no prazo máximo de 30 dias da prestação dos serviços. O mesmo ocorre na renovação de concessão de direitos autorais, ficando a produtora com o ônus do pagamento aos profissionais. Os equipamentos alugados, por sua vez, são pagos no momento da contratação e pelo período da locação. Ana Nogueira lembra ainda no comunicado que ao emitir Nota Fiscal, as produtoras devem recolher os impostos incidentes, tanto os de âmbito municipal, quanto federal. E, sem capital de giro, em muitas ocasiões recorrem a empréstimos bancários, aumentando suas dificuldades financeiras. Ou seja, com os longos prazos impostos pelos anunciantes e, ainda com atrasos nesse pagamento, os anunciantes estão tornando o negócio de produção sonora absolutamente inviável. O documento termina com um apelo aos clientes, no sentido de que revejam sua política de pagamento para viabilizar a atuação das produtoras de som.