SETOR DE SEX SHOPS INDICA CRESCIMENTO
Publicado emLevantamento revela o que mais se compra e uma maior conexão com conceito sexual wellness
Embora não oficial por lei no calendário nacional, o Dia do Sexo foi instituído em 2008 a partir de uma campanha dos preservativos Olla. A data escolhida foi 6/9, numa associação à posição.
Para celebrar a data, a Associação Brasileira da Indústria e Profissionais do Entretenimento Adulto divulga pesquisa indicando quais são os produtos mais vendidos nas lojas do Brasil. O estudo também mostra um setor cada vez mais feminino, digital e conectado ao conceito de sexual wellness.
O Dia do Sexo neste 2026 constata que o mercado erótico passou por uma profunda transformação, indo além da venda de produtos para o prazer e dialogando com autocuidado, autoestima, saúde íntima, tecnologia, relacionamentos e bem-estar.
Em parceria com o Guia de Sex Shop, a pesquisa da ABIPEA indica que cosméticos íntimos e vibradores lideram as vendas nos sex shops brasileiros.
Foram ouvidas 1.271 pessoas em todo o país, revelando um mercado formado majoritariamente por micro e pequenas empresas e com forte presença feminina.
Segundo o levantamento, 77,9% dos lojistas e empreendedores do setor são mulheres, na faixa etária predominante entre 26 a 45 anos, o que representa 69,1% dos participantes.
O empreendedorismo também apresenta sinais de expansão, já que 50,7% dos negócios registraram crescimento nas vendas nos últimos meses.
Quando o assunto são os produtos que chegam ao consumidor, os cosméticos íntimos aparecem na liderança, com 31,3% das respostas, seguidos pelos vibradores, com 23,9%. Juntas, as duas categorias representam 55,1% das respostas.
A transformação também é digital, pois 90% das empresas pesquisadas utilizam o WhatsApp como canal ativo de vendas, enquanto o Instagram aparece como principal plataforma de conteúdo para 48,5% dos negócios.
Por outro lado, 38,4% dos empreendedores afirmam já ter sofrido bloqueio de conta nas redes sociais.
Outro dado que chama a atenção é o fato de 49,6% dos negócios pesquisados terem sido fundados nos últimos cinco anos, entre 2021 e 2026, sinalizando a entrada de novos empreendedores e o crescimento recente do segmento.
“O mercado erótico está vivendo uma transformação que vai muito além do produto. Estamos falando de um consumidor mais informado, de empreendedores mais profissionalizados e de uma indústria que cada vez mais se aproxima do conceito de sexual wellness”, diz Paula Aguiar, presidente da ABIPEA e responsável pelo Censo.
Como ela afirma, a transformação do setor também está relacionada ao protagonismo das mulheres e à busca por independência financeira, bem-estar e qualidade de vida.
