Ação Social

YANOMAMIS PROPÕE OSCAR SEM OURO

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Com criação da DM9 e assinada pela Urihi Associação Yanomami, campanha com depoimento de Junior Hekurari Yanomami, líder da entidade, informa que indicados ao maior prêmio do cinema mundial receberão uma estatueta alternativa, sem ouro.

A versão do troféu do “Oscar” terá o formato da divindade Omama, criador daquele povo indígena, e seu envio aos vencedores do prêmio visa chamar a atenção global para a crise humanitária do povo indígena provocada pela extração ilegal do metal.

Em 2021, 54% do ouro comercializado no Brasil tinha indícios de ilegalidade em sua origem. Nos últimos anos, a exploração ilegal se intensificou nas terras indígenas Yanomami, causando a contaminação de rios e peixes por mercúrio, desmatamento da floresta e forte impacto social sobre a população indígena.

A tragédia dos Yanomamis só emergiu com a mudança de governo, apontando mortes de indígenas, especialmente crianças, por absoluta desnutrição.

A etnia Ianomâmi é a sétima maior etnia indígena brasileira, com 15 mil indivíduos distribuídos em 255 aldeias.No noroeste de Roraima, estão situadas 197 aldeias que somam 9 506 pessoas e, no norte do Amazonas, estão situadas 58 aldeias com mais 6 510.

Antes dos premiados receberem a estatueta, 20 dos principais indicados ao Oscar receberão pelas redes sociais um recado em vídeo de Junior Hekurari Yanomami. Entre eles, nomes como Jamie Lee Curtis, Colin Farrell, Cate Blanchett e Ana de Armas.

“Todos os participantes dessa premiação podem e já ajudaram muitas vezes a moldar o comportamento do mundo. Eles precisam saber qual é o custo real do ouro ilegal e ajudar a espalhar essa mensagem, para que possamos ver mudanças”, conclui o líder Yanomami.