Polêmica

AGÊNCIA SE DEFENDE ANTES DA CONFUSÃO

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Nem dá para prever se as duas campanhas serão premiadas no Anuário do CCSP. Mas antes que isso aconteça, a agência Trio, fundada pelo redator Marcelo Góes na Bahia, tomou a iniciativa a fim de evitar críticas injustas. E embora reconheça que não passa de coincidência, também o preocupa o fato da corda arrebentar sempre do lado mais fraco. O que está em questão são duas campanhas para clientes bem diferentes, porém com peças originadas na mesma idéia. Ambas utilizam cartazes de rua, daqueles de papel colados em postes de iluminação com as costumeiras mensagens geradas por cartomantes. “Trago a pessoa amada em 7 dias” e “Trazemos a pessoa amada de volta” são os títulos da discórdia. A primeira, da Trio, é utilizada em campanha para Murilo Rangel Odontologia e a outra, da Leo Burnett, para a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos. Esta com o complemento “mas dependemos de você. Seja um doador de órgãos”. Conforme explica Marcelo Góes, o trabalho da Trio foi para a rua no dia 2 de fevereiro e a da Leo surgiu através de banner, no site do CCSP, no dia 17 do mesmo mês. “Não estou forma alguma acusando a Leo de plágio. Realmente não acredito nisso. Foi sim uma coincidência das grandes”, diz. “Mas, possivelmente seremos considerados os plagiadores em julgamento no Festival do CCSP se o caso não tiver uma explicação prévia”, completa. Marcelo Góes estudou em Ribeirão Preto e após se formar voltou à Bahia, onde atuou como estagiário na Duda Mendonça, Propeg e Eurofort Ogilvy. Depois, em São Paulo, atuou na Africa antes de abrir sua própria agência em Salvador. Hoje a Trio tem escritórios em São Paulo, Rio Grande do Sul, Amazonas e Roraima e está sendo implantada em Maringá, no Paraná.

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UMA IDÉIA DO OUTRO (LADO DO) MUNDO

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Classificada como idéia sensacional pela revista semanal mais lida do Brasil, a criação de um arranjo de latinhas de cervejas como um buquê de flores surgiu aqui mesmo País em agosto do ano passado. Apresentado como presente para o Dia dos Pais em agosto de 2011 pela Fischer & Friends, o arranjo teve assinatura da Heineken e 200 unidades foram comercializadas pela Internet em 24 horas. Agora, como se fosse grande novidade, a publicação exalta um trabalho da Young & Rubicam de Singapura para a cerveja japonesa Kirin criado para o Valentine’s Day, comemorado na última terça-feira (14) em países do hemisfério norte. No caso da Heineken, o buquê de garrafas long neck em balde de alumínio ainda teve como base a afirmação de que flores já são uma opção de presentear homens. A criação é de Artur Polatti, Bruno Mendonça e Renato Michalischen, com direção criativa de Mario D’Andrea, Marcelo Fedrizzi e Rafael Merel.

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ENSAIO DE NEXT TOP MODEL INSPIRA CAMPANHA

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Ensaio norte-americano e anúncio brasileiro

Um ensaio com participantes do America’s Next Top Model de 2009 serviu de inspiração para a campanha do Donna Fashion deste ano, maior evento de moda de Santa Catarina, realizado no último mês de agosto no Shopping Iguatemi de Florianópolis. Com assinatura do Diário Catarinense, as peças de TV e mídia impressa divulgaram os desfiles de tendências para 2012, além de palestras e apresentações musicais que ilustraram o evento. A criação, da agência Neovox, se baseou no tema “quem sente a moda na pele”, o que talvez tenha levado as peças para o mesmo caminho do ensaio daquele reality show da TV norte-americana.

 

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SECRETARIA CONDENA SENSUALIDADE DA HOPE

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A Ministra Iriny e a modelo GiseleA Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), ligada à presidência da República e criada em janeiro de 2003 através de Medida Provisória no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, pede suspensão da campanha “Hope Ensina”, estrelada por Gisele Bündchen, obviamente divulgando lingeries da marca. Composta por três comerciais (nota deste Blog de 21 de setembro), a estratégia estimula a mulher brasileira a utilizar sua natural sensualidade no hora de dar uma má notícia ao marido ou namorado. Segundo justificativa da SPM, cuja titular é a ministra Iriny Lopes, “a propaganda promove o reforço do estereótipo equivocado da mulher como objeto sexual de seu marido e ignora os grande avanços que temos alcançado para desconstruir práticas e pensamentos sexistas. Também apresenta conteúdo discriminatório contra a mulher, infringindo os artigos 1° e 5° da Constituição Federal”. Em razão de reclamações de indignação contra a propaganda, conforme nota da SPM recebidas por sua Ouvidoria, foram enviados ofícios ao Conar e ao diretor da Hope Sylvio Korytwski manifestando seu repúdio à campanha. A Hope, por sua vez, esclarece que a propaganda teve o objetivo claro e bem definido de mostrar, de forma bem-humorada, que a sensualidade natural da mulher brasileira, reconhecida mundialmente, pode ser uma arma eficaz no momento de dar uma má notícia. A empresa ainda explica que exatamente para evitar que a campanha fosse analisada sob o viés da subserviência ou dependência financeira da mulher, a garota-propaganda é a modelo Gisele Bundchen, uma das brasileiras mais bem sucedidas internacionalmente.

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BORGHI ERH LOWE EXPLICA “MACHADO DE ASSIS”

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O Machado de Assis do filme e retratado na vida real

O “Politicamente Correto” fez mais uma vítima na propaganda brasileira. Reclamação pública da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial iniciou um movimento de “condenação” ao novo comercial da campanha dos 150 anos da Caixa Econômica Federal. Segundo a entidade, o “imortal” Machado de Assis, mulato de família pobre do Rio de Janeiro, virou branco no filme que celebra os clientes importantes da instituição. José Henrique Borghi, sócio e diretor de criação da Borghi Erh Lowe, agência responsável pelos 12 comerciais mensais que celebram o século e meio da Caixa, explica a confusão. “Claro que fizemos pesquisa, óbvio que sabemos que Machado de Assis era fruto de miscigenação. Tanto que ao ser escolhido pela semelhança de fisionomia, o ator passou por um processo de maquiagem a fim de que sua pele fosse escurecida. Devido a uma série de fatores, iluminação principalmente, o resultado na exibição do filme não é o imaginado”, diz. Borghi lembra que a acusação de racismo é absurda, especialmente porque a Caixa é uma instituição que tem em seu calendário, entre outras datas, a comemoração do Dia do Negro. “Em nossas campanhas para a Caixa também existe a preocupação de retratar todo o povo brasileiro. Em cada filme procuramos adequar a participação de brancos, negros, mulatos, orientais e índios, já que a história da instituição está ligada ao desenvolvimento do País”, afirma. “Por essa razão estamos muito tranqüilos com relação a esse assunto. Nosso objetivo com a campanha é retratar fielmente cada época. O nosso Machado de Assis pode ter ficado um pouco mais claro do que o desejado mas também não é nenhum nórdico, louro de olhos azuis”, conclui reclamando do exagero das manifestações.

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