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ELE VAI VOLTAR?

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Fischer: mercado aguarda explicação

Nas vezes em que se anunciou o fim da agência de Eduardo Fischer, ele justificou o apelido de Fênix que ganhou no mercado, ressurgindo como o pássaro da mitologia grega.

Não é segredo que tal boato tenha corrido solto por duas, três vezes, a cada perda de cliente importante. Mas Eduardo sempre voltava com outro ainda maior e durante três anos, de 2015 a 2017, foi eleito como o publicitário de maior confiança do país na pesquisa da revista “Seleções”.

Nesse período, surfou novamente em ondas generosas com as contas do grupo J&F como Vigor, Banco Original e Flora Cosméticos.

Em dezembro do ano passado, seu portfólio de clientes indicava apenas três marcas: Sabesp, CSN e Embracon. Foi naquele mês que um manifesto publicado na seção “O Espaço é Seu“, no site de notícias do Clube de Criação, alertou para mais uma crise na empresa do Mr. Cerveja.

Assim ele ficou conhecido também, desde que criou no início dos anos 90 a estratégia Nº 1 para a cerveja Brahma. Para essa marca fez milagres publicitários, interferindo até em transmissão de jogos da seleção brasileira na TV e contratando como garotos-propaganda 26 jogadores dos quais a maioria acabou convocada, jogou e ganhou a Copa do Mundo de 1994.

Com 19 anos de idade, Eduardo Fischer, que já havia trabalhado como redator na TV Globo, abriu   sua pequena agência de publicidade com Tato Gabus Mendes.

Em 1982 a transformou na Fischer & Justus, embrião do grupo Total que manteve operando regularmente até o ano passado. Criou “Vagabundo”, para Calvin Klein, o primeiro comercial proibido pelo Conar, e o “Expresso Brasil”, para Vicunha”, inédito branded content na TV brasileira.

Em sua trajetória, se associou à Y&R, retomou a independência, desfez a sociedade com Roberto Justus, abriu agências pela América Latina, montou grandes equipes, ganhou e perdeu grandes contas.

De repente sumiu. O manifesto dos ex-funcionários confirmou o que o mercado vinha especulando. Fischer entregou o andar que ocupava em edifício imponente no bairro do Itaim Bibi, em São Paulo, ficou pendente financeiramente com a maioria de seus profissionais, enquanto alguns continuam em home office atendendo os já citados clientes Sabesp, CSN e Embracon.

É compreensível, mas não justificável, que se negue a falar, explicar, justificar e se posicionar. Mas assim começam a surgir matérias sobre a atual situação da agência como a desta terça-feira (12) no site “Janela Publicitária” do jornalista carioca Marcio Ehrlich.

Como escreveu Ehrlich, os nomes que aparecem no site da agência como integrantes do board  nem estão mais lá. Além de Reginaldo Ferrante, que em sua conta no linkedin aparece como CEO da Batuque mas mantém atualizado o cargo de diretor de Negócios e Integração da Fischer, estão lá Jairo Soares, atual CEO da FigTree & Co., Yuri Aizemberg, diretor de Relacionamento Publicitário do grupo Abril, e André Pedroso, hoje diretor de Criação da DDB Colômbia.

E Eduardo? Não aparece, nem responde e-mails e seu número não aceita mais mensagens no WhatsApp. Mas quem o conhece não bate o martelo sobre o fim da empresa. Como Fênix, ele ainda pode voltar.

Neste Videoblog gravado em julho de 2016, Eduardo conta um pouco de sua carreira e mostra trabalhos de sucesso.

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