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JUSTUS SUGERE CO-PRESIDÊNCIA

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Justus: sinergia, não economia

Fundador do grupo Newcomm, a quem caberá definir o modelo da fusão entre Y&R e VML determinada globalmente pela holding WPP, Roberto Justus atualmente é um consultor informal, como ele mesmo define, de seu conglomerado de comunicação.

O empresário deixou o grupo há um ano dedicando-se agora ao mercado financeiro e ao reality show “O Aprendiz”, cujo formato adquiriu da Fremantle Media e que deve voltar à TV do país em 2019.

Dessa forma, embora não participe das decisões do Newcomm sobre a junção das agências e a nova operação denominada VMLY&R, ele explica que já conversou com Marcos Quintela, atual presidente do grupo, e com os comandantes da Y&R, David Laloum, e da VML, Fernando Taralli.

“Eu entendo que ambos são complementares e que poderão desempenhar com sucesso a co-presidência da nova agência”, diz.

Da mesma forma, elogia a medida tomada pelo WPP acreditando que é um caminho natural para as empresas de comunicação. “Não quer dizer que a Young vai se tornar uma agência digital, mas que vai agregar valores da VML sem deixar seu DNA de propaganda”, avalia.

Para ele, no Brasil o Newcomm deve procurar o melhor caminho, mesmo que mundialmente a liderança da nova operação tenha sido entregue a John Cook, CEO da VML. “É Davi engolindo Golias mas de uma forma racional e inteligente. Juntar essas duas redes globais foi um passo importante do WPP”, explica.

“Não é economia, é sinergia”, afirma Justus sobre a possibilidade de corte de custos envolvendo, principalmente, profissionais.

“O Brasil já atravessou dois anos difíceis, em 2016 e 17, quando o mercado publicitário teve que promover ajustes e demissões. Isso já foi feito e acredito que agora esse tema não vai predominar nas negociações da fusão. Nem falei com Quintela sobre isso”, concluiu.

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