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NOVAMENTE SOB PROTESTO

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Master e NBS entram com recurso para anular mais uma vez a concorrência do Banco do Brasil

Marcelo Augusto Miranda Costa, gerente executivo do banco, Marcelo Martins Mendonça, gerente de comunicação de marketing também do BB, e Adriane Mori Miguel, gerente de marketing do Grupo Segurador Banco do Brasil e Mapfre, foram os sorteados e formaram a comissão de licitação da conta publicitária de R$ 500 milhões da instituição, sob a presidência de Éber Siqueira da Silva.

O resultado de seu trabalho, porém, está sendo contestado pelas agências Master e NBS, duas das cinco participantes, junto com a Heads e com as declaradas vencedoras Lew’Lara/TBWA e WMcCann.

Conforme matéria do jornalista Marcio Erhlich, do site Janela Publicitária, ambas apresentaram suas reclamações em razão de o banco eleger duas agências, enquanto o edital previa a divisão da verba por até quatro delas.

A Lew’Lara\TBWA, que já atende o banco, conquistou a pontuação máxima de 100 pontos. A WMcCann, atingiu 93,83 pontos, enquanto a Master, com 77,16 e a NBS, com 69,50, não atingiram a nota total de corte, estabelecida em 85 pontos.

A atual concorrência do Banco do Brasil é uma retomada do processo do início do ano passado, suspenso e depois definitivamente cancelado em abril de 2017 por suposto vazamento de resultado.

Conforme matéria da “Janela”, a NBS afirma que não foram observados critérios objetivos estabelecidos no Edital, o que compromete a lisura da licitação, já que foram violados dois “princípios mais essenciais a qualquer concorrência pública: isonomia e julgamento objetivo”.

A NBS, apesar de ter obtido pontuação alta em “Capacidade de Atendimento, Repertório e Relatos de Soluções de Problemas de Comunicação” foi desclassificada por não ter alcançado a pontuação mínima de 44 pontos em seu “Plano de Comunicação Publicitária.

Segundo o recurso, o simples fato de os jurados não gostarem de uma proposta não justifica a retirada de pontos da agência. O que deveria valer é se a campanha atende os pontos solicitados pelo briefing. Para a NBS, sem levar isso em conta, a subcomissão técnica votou subjetivamente.

A agência pede não só que sua pontuação seja aumentada, como também que as notas da Lew’Lara/TBWA e da McCann Erickson sejam reduzidas. Além disso, a NBS pediu a retirada de pontos da McCann porque o edital, em seu item 2.1.15.c, veda a apresentação, pelas agências, de animatics com imagens em movimento.

Esse uso de imagens em movimento pela McCann foi ainda denunciado pela Master em seu recurso. A agência com sede em Curitiba também protestou pela classificação da Lew’Lara\TBWA que a teria descumprido as normas citadas no edital para impedir a identificação da licitante.

Conforme o documento da Master, a Lew’Lara\TBWA usou envelopes em que aparecia a marca Tilibra! Portanto, segundo o item 12.14.2 do edital, ela deveria ser desclassificada pela “aposição de marca, sinal, etiqueta ou palavra que possibilite a identificação das proponentes”.

O Banco do Brasil já determinou prazo para que a Lew’Lara\TBWA e a McCann-Erickson apresentem suas respostas.

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