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RACISMO TAMBÉM É QUESTÃO ECONÔMICA

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Além de social, o preconceito racial é acima de tudo um problema econômico, especialmente num país, com mais da metade de sua população de origem negra, segundo constatam pesquisas do Instituto Locomotiva, de Renato Meirelles.
Os 112 milhões de negros representam 54% do total de habitantes do país, formando o que seria a 11ª nação do mundo em contingente populacional de a 17ª em consumo, movimentando todo ano algo próximo de R$ 1,6 trilhão.
Mesmo assim, as marcas ainda não conseguem se comunicar com esse público de forma adequada. Entre as pessoas negras, 94% afirmam não se sentir representadas na propaganda, e 72% dizem que os protagonistas de anúncios e comerciais são diferentes delas.

Com todo esse poder, entretanto, a população negra sofre ainda com uma grande diferença salarial, o que no total representa uma distância de R$ 808 milhões das pessoas de cor branca.
Enquanto um homem branco tem renda média de R$ 3.137,00, um negro ganha R$ 1.740,00. No caso das mulheres, uma branca tem renda média de R$ 2.331,00, enquanto que a mulher negra recebe R$ 1.366,00.
Nada disso, porém, diminui seu desejo de consumo e poder de compra. Conforme estudos do Locomotiva, 28 milhões de pessoas negras têm intenção de comprar móveis, 12 milhões desejam uma TV de plasma ou LED e 11 milhões querem um smartphone.
“Eles estariam no G20 mundial. É um mercado para o qual as empresas deveriam olhar”, diz Meirelles.
Outro ponto detectado pela pesquisa pelo menos revela uma preocupação com a questão racial, já que entre os consumidores em geral, 96% não comprariam marcas que, de alguma forma, não respeitam a diversidade.
A representatividade negra no mundo empresarial também está crescendo. Mais de 35% dessa população anseia abrir um negócio próprio. Atualmente, empreendedores negros já movimentam aproximadamente R$ 219,3 bilhões anualmente.

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