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Campanha do CVV para celebrar o Setembro Amarelo incentiva diálogos com IAs de carne e osso

Mais de 720 mil pessoas se suicidam por ano no mundo. No Brasil são cerca de 15 mil, que representa uma média de 38 a 42 mortes por dia no país.

Celebrado em 10 de setembro, o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, instituído em 2003, ganha campanha nacional com o tema #MinhaIA.

O conceito remete ao fato de que 60% dos brasileiros disseram que interagir com uma Inteligência Artificial ajuda a reduzir a sensação de solidão, segundo pesquisa feita pela CNN em parceria com o Instituto Locomotiva.

Criada pela agência BeHumble, a iniciativa parte dos dados da pesquisa e pergunta “Quem é a sua “IA de carne e osso”?

A ação conta com a participação de celebridades como Claudia Leitte, Daniela Suzuki e Rafa Brites, entre outras, para mostrar que nenhuma tecnologia substitui a conexão humana.

A estratégia de comunicação transforma nomes comuns em termos de sonoridade e escrita, como BIAnca, TIAgo, TatIAna, VitórIA e  LucIAno, para lembrar que as mais importantes da vida das pessoas: as humanas, gente de verdade.

“Por mais avançada que seja, uma inteligência artificial não oferece empatia, parceria e companhia da mesma forma que uma pessoa. Em um momento em que cada vez mais pessoas precisam de pessoas, queremos fazer um convite à conexão humana. A ideia é transformar a provocação em uma conversa real”, afirma Carlos Correia, voluntário do CVV.

O CVV disponibiliza em seus canais oficiais conteúdos informativos que reforçam o convite à conexão humana, além de chamar atenção para outra forma de acolhimento – o trabalho voluntário realizado pela própria associação.

Para a BeHumble, a ação dá continuidade ao trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos em torno da causa do CVV, desta vez explorando uma transformação recente no comportamento das pessoas, de que a presença cada vez maior da inteligência artificial como espaço de conversa e companhia.

“A gente vive um paradoxo interessante: quanto mais a tecnologia evolui para entender o que dizemos, mais importante fica aquilo que só uma pessoa pode oferecer. A campanha parte justamente dessa contradição para lembrar que, no fim, pessoas precisam de pessoas. A IA pode responder, mas existe uma diferença enorme entre responder e estar presente”, explica João Lovise, Chief Creative Officer da BeHumble.