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HEINEKEN SE ALIA À FUGA DOS ALGORITMOS

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Estudo “Reset da Mesmice”, da marca comprova que as pessoas querem desafiar as bolhas sociais

Diante de um cenário dominado por algoritmos e recomendações automáticas, cresce entre os brasileiros a percepção de que a repetição está substituindo a descoberta.

Esse quadro é demonstrado no estudo “Reset da Mesmice”, uma iniciativa da Heineken em parceria com a consultoria estratégica Box1824.

A pesquisa é um desdobramento da campanha ‘“Algoritmo”, que convida as pessoas a desafiarem suas próprias bolhas sociais e questionarem a previsibilidade das recomendações automáticas.

Segundo a pesquisa, 38,7% dos brasileiros querem voltar a ter preferências únicas, inclusive aquelas que não são compartilhadas ou compreendidas por todos. Ao mesmo tempo, uma a cada quatro pessoas afirma que seus gostos estão se tornando mais genéricos. 

Para Francisco Formagio, estrategista criativo e pesquisador de comportamento da Box1824, esse cenário revela uma mudança mais profunda na relação das pessoas com a descoberta.

“Quando o consumo passa a ser orientado por padrões que reforçam o que já conhecemos, o novo deixa de ser uma experiência espontânea e passa a ser uma variação do mesmo. Isso impacta diretamente a forma como as pessoas constroem repertório e se relacionam com o mundo ao redor”, explica. 

A sensação de padronização se conecta diretamente à lógica dos algoritmos. Para 37,7% dos entrevistados, a experiência atual se assemelha a um “eterno looping”, em que o novo perde espaço para variações do que já foi consumido. Nesse contexto, 23,4% acreditam que o fator surpresa deixou de fazer parte da experiência cotidiana.

Assim, cresce o desejo de retomar o controle sobre o próprio consumo. Hoje, 48,9% dos brasileiros afirmam que esperam depender menos de recomendações algorítmicas nos próximos anos. Além disso, 31,1% já colocam essa redução como uma meta prioritária de bem-estar. 

Para Igor de Castro Oliveira, diretor de Marketing do grupo Heineken Brasil, os dados mostram uma mudança na forma como as pessoas se posicionam diante das próprias escolhas.

“Existe uma vontade crescente de sair do automático e voltar a descobrir as coisas por conta própria. O estudo mostra que ter um gosto próprio, hoje, passa a ser também uma forma de expressão”, afirma. 

Nesse contexto, sair da bolha deixa de ser apenas um comportamento e passa a ser uma escolha consciente por experiências mais autênticas, menos mediadas por filtros e recomendações automáticas.