FIAP 2026
FORMATOS CELEBRA O LADO HUMANO
Publicado emLíder da disciplina “Formatos” diz que prioriza a conexão humano em vez de algoritmos
Presidente do Clube Espanhol de Criatividade, Pepa Rojo vai comandar o júri que avaliará “Formatos”, uma das disciplinas mais dinâmicas da edição 2026 do Festival Ibero-Americano de Criatividade.
Sua abordagem prioriza a conexão humana em detrimento dos algoritmos, destacando o valor da empatia e da compreensão cultural na região.
Com mais de duas décadas de experiência profissional, a executiva construiu uma carreira dinâmica na interseção entre criatividade, tecnologia e marketing estratégico. Ao longo de sua trajetória, ocupou cargos de liderança em agências de criação e mídia, tanto na Península Ibérica quanto em mercados globais.
Seu perfil profissional se destaca por sua atuação como consultora da MarkTech e por sua experiência em empresas de tecnologia de ponta, liderando a inovação na Meta (incluindo plataformas como Facebook, Instagram, WhatsApp, Oculus e Messenger).
Ela também contribuiu com sua visão estratégica para agências renomadas como Publicis Group, Grey, DDB e McCann.
Marcas líderes em diversos setores confiaram a ela a missão de impulsionar a criatividade e gerar impacto para seus negócios, incluindo Telefónica Movistar, Inditex, Mondelez, Puig, Meliá Hotels, BBVA, Volkswagen, Grupo Planeta e Fever.
Para a presidente do júri, a excelência criativa reside na capacidade de integrar o formato como parte essencial da mensagem.
“Acho interessante como o formato agora nos impulsiona a partir de dentro do meio, e não apenas pelo meio. Estamos definindo o meio mais como uma experiência do que como uma interrupção”, explica.
“Acho vital que não nos limitemos a simplesmente adaptar a ideia a uma obra, pois se a ideia existe graças ao formato, é porque estamos fazendo algo certo”, completa.
A escolha de Pepa Rojo para a missão está alinhada com o conceito central do FIAP 2026, “Criatividade com Alma”.
O festival busca reconhecer ideias que nascem da emoção e que dialogam com a cultura, um aspecto que a direção valoriza particularmente na região ibero-americana.
Ao analisar o pulso criativo da América Latina, Rojo destacou a capacidade da região de abraçar novos formatos digitais e conectá-los à identidade local.
“O que eu acho que caracteriza a América Latina é a originalidade com que ela traduz a tecnologia em um senso de conexão. Há menos rigidez do que em outras regiões”, diz.
“A América Latina tem uma interpretação local, e isso resulta em um tom único. É uma região corajosa; soa humana e com a qual é fácil se identificar. O sucesso da região reside não apenas na adaptação de formatos, mas também na construção de uma ponte com a cultura”, afirma.
“Não acho que possamos evitar a tecnologia hoje, mas devemos proteger a ideia. O algoritmo certamente pode amplificá-la, mas não deve ser a origem da ideia”, alertou, enfatizando que o julgamento criativo na construção de marcas é puramente humano”, finaliza.
Sobre a escolha do Grand Prix de “Formatos”, a presidente do júri esclarece que a excelência criativa significa que o formato é único na transmissão da ideia. A inspiração para outras marcas deve ser um ingrediente fundamental e o trabalho deve ser disruptivo de alguma forma, marcando um ponto de virada.
Para ela, a sociedade é o barômetro e se uma peça não evocar emoção, não terá atingido o público. Como diz, a publicidade tem que comover as pessoas, pois é aí que se encontra a verdadeira criatividade com alma.
