BIG RESGATA A VAQUINHA MOCOCA

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Estúdio cria nova versão da mascote da marca de laticínios lançada na década de 50

A nova Vaquinha Mococa

Gerações de brasileiros ainda lembram da famosa “Vaquinha Mococa”, mascote da indústria brasileira de laticínios que dá nome à personagem e atua há mais de 107 anos no mercado.

A personagem passou por uma reformulação visual e conceitual através de projeto liderado pela BIG, produtora global de animação há 20 anos no mercado.

Surgida em meados da década de 1950, a mascote tem uma trajetória que se confunde com a própria história da fabricante.

A empresa nasceu familiar fundada por Izabel Barreto em 1919, na cidade paulista do mesmo nome, fabricando manteiga de forma artesanal e vendendo de porta em porta. A segunda geração ampliou a operação, adotou a produção em escala industrial e diversificou o portfólio da marca. 

Nesse contexto, nasceu a primeira versão da Vaquinha Mococa, desenhada pelo publicitário e ilustrador Ismael Lima, estampada nas latas de leite em pó.  

Na década de 1960, a agência Standard aperfeiçoou o desenho e também foi composto por Miguel Gustavo o famoso e jingle “A vaquinha Mococa está mugindo… Múúúú… A vaquinha Mococa está dizendo: Beba leite em pó Mococa“.

Importante criador de jingles, Miguel Gustavo ficou conhecido em todo o país na década de 70 ao compor o jingle “Pra Frente Brasil”, que embalou a conquista do tricampeonato mundial da seleção.

Ao longo dos anos, contudo, a mascote passou por sucessivas transformações, sendo a última delas em 2016. Nesta reformulação, a vaquinha foi transformada em uma figura humanóide, bípede e com atitude “radical”, que praticava esportes urbanos, como skate e parkour. Embora moderna, a abordagem acabou afastando a personagem das raízes da marca.

A nova diretriz estratégica neste ano foi conduzida pela gerente de Marketing e Trade Marketing da Mococa, Michelle Oliveira, que buscou reconectar o personagem a características que remetem à verdadeira essência, como aconchego do lar, nostalgia da infância, lembranças da casa dos avós, além do elo direto entre a vida no campo e a mesa da família. Para traduzir esse propósito, a BIG e o time de marketing da Mococa voltaram às origens e resgataram o DNA da “vaquinha clássica”, conectada à simplicidade, um dos valores mais importantes da fabricante.

A versão antiga

A grande virada criativa esteve na anatomia e na personalidade da mascote, que deixa de ser bípede e volta a ser quadrúpede, assumindo o porte e a expressividade de um animal de estimação.

Desenvolvida pela BIG, a nova Vaquinha Mococa tem comportamento dócil e brincalhão e se comunica com o público por meio de expressões e reações, como debruçar-se na janela para sentir o cheiro de um pão de queijo quentinho ou sentar-se ao lado das crianças como um cachorrinho brincalhão. Entre os elementos do novo design estão o focinho cor-de-rosa, os traços mais jovens e a coleira com um pingente em formato da letra “M”.

“A vaquinha havia se tornado radical demais e perdeu um pouco da conexão com a nossa história. Queríamos que ela voltasse a ser uma vaca de verdade, mas com um papel especial dentro de casa, compondo o núcleo familiar. Para isso, construímos detalhadamente toda a personalidade dela, desde a idade até a forma de se comportar, e a BIG traduziu isso com uma sensibilidade e um rigor técnico impressionantes. O time foi extremamente aberto e incansável em cada rodada de ajustes até chegarmos ao resultado perfeito”, explica Michelle. 

Mexer no ativo mais precioso de uma empresa centenária exigiu alinhamento estratégico e maturidade. “Conduzir o redesign de uma mascote tão tradicional é muito diferente de criar um personagem do zero para uma startup. Há um patrimônio emocional construído por décadas que precisa ser respeitado”, explica VP Executivo da BIG, Nelson Neto.

“O nosso objetivo foi colocar o rigor estético do nosso craft a serviço dessa memória afetiva. Trabalhamos na volumetria, na textura e na expressividade para garantir que a nova vaquinha fizesse os pais relembrarem a própria infância, enquanto convida as crianças de hoje para um universo de brincadeiras lúdicas fora das telas.”, completa Ricardo Big Passos, VP de Criatividade da BIG.