Fotografia
IMAGENS PREMIADAS CHEGAM A SÃO PAULO
Publicado emUma mulher palestina abraça o corpo de sua sobrinha morta, de Mohammed Salem, da agência Reuters, Imagem do Ano do World Press Photo 2024, integra a exposição itinerante do concurso que abre em São Paulo, na Caixa Cultural, neste sábado (14) e pode ser visitada até 10 de novembro.
A mostra reúne 129 fotografias do 67º concurso anual. Desde 1955, o Concurso Anual World Press Photo tem celebrado os exemplos mais cativantes, informativos e inspiradores do fotojornalismo e da narrativa visual de todo o mundo
A exposição já passou por Amsterdã, Londres, Sydney e Cidade do México e Rio de Janeiro, e depois segue para Berlim, Roma e Hong Kong, entre outras cidades.
As fotografias que fazem parte do acervo foram selecionadas entre 61.062 inscrições de 3.851 fotógrafos de 130 países. São 24 projetos vencedores e seis menções honrosas, num total de 33 fotógrafos de 25 países..
Foram premiados profissionais da Argentina, Austrália, Azerbaijão, Brasil, Canadá, China, República Democrática do Congo, França, Alemanha, Índia, Indonésia, Irã, Japão, Myanmar, Palestina, Peru, Filipinas, África do Sul, Espanha, Tunísia, Turquia, Ucrânia, Reino Unido, Estados Unidos e Venezuela.
“É uma grande honra estar de novo no Rio e em São Paulo, justamente no ano que o Brasil tem pela primeira vez quatro ganhadores, mostrando que a qualidade do fotojornalismo brasileiro tem reconhecimento internacional. Com o apoio da Caixa Cultural conseguimos trazer o país de volta para o circuito”, diz Raphael Dias e
Entre os destaques da World Press Photo 2024, está a foto do ano “Uma Mulher Palestina Abraça o Corpo de Sua Sobrinha”, de Mohammed Salem, da Agência Reuters, que representa a perda de uma criança, a luta do povo palestino e os 33 mil mortos na interminável guerra no Oriente Médio.
Quatro brasileiros se destacaram no concurso. Com “Seca na Amazônia”, premiado na categoria Individual da América do Sul, Lalo de Almeida retrata a realidade de Porto Praia, lar dos povos indígenas Ticuna, Kokama e Mayoruna, que não tem acesso rodoviário e normalmente só é alcançável por via fluvial. A seca fez com que os moradores tivessem que caminhar quilômetros ao longo do leito seco do rio para chegar às suas casas. Esta fotografia captura a gravidade da crise ambiental global e da seca na Amazônia.
Agraciada com uma menção honrosa por Insurreição, Gabriela Biló, fotógrafa radicada em Brasília, lança luz sobre os acontecimentos de 8 de janeiro de 2023 no contexto mais amplo da dinâmica política do Brasil.
Os brasileiros Felipe Dana e Renata Brito foram premiados na categoria formato com “À Deriva”. No ensaio, eles contam a história de um barco vindo da Mauritânia, cheio de homens mortos, que foi encontrado na costa da ilha caribenha de Tobago.

