Ação Social

IMAGEM ARTIFICIAL E VIOLÊNCIA REAL

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Estendido para todo o mês, conhecido como Junho Violeta, o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, instituído pela ONU em 2006, ganha campanha no Brasil criada pela agência Cappuccino Digital e assinada pela UNESCO, divisão do órgão para Educação, a Ciência e a Cultura e Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania.

A comunicação visa conscientizar a população sobre a relevância de combater a violência cometida contra os idosos. Em 2022, foram 97 mil denúncias no País, e só no primeiro trimestre de 2023, mais 47 mil denúncias, segundo a Ouvidoria do ministério.

Utilizando imagens de inteligência artificial em confronto com a realidade dei idosos, a campanha foi lançada em evento no Congresso Nacional pelo ministro Silvio Almeida e o secretário Alexandre da Silva, com o slogan “Assim você me vê”?

Três filmes expõem um lado do envelhecimento que nem sempre é visto, justamente da a violência contra a pessoa idosa.

“A ideia foi usar um recurso que está no centro das conversas atualmente, a Inteligência Artificial, e chamar a atenção para um tema que ninguém vê, confrontando com o que idealizamos quando pensamos em nossa velhice”, explica Vitor Elman, copresidente da Cappuccino.

Com a hashtag #EnvelhecerSemViolência, a campanha busca ainda mobilizar a sociedade a entrar na campanha, divulgando amplamente os números da violência contra a pessoa idosa no Brasil.

“Acabar com a violência à pessoa idosa começa com o reconhecimento de que ela existe. É por isso que, durante todo o Junho Violeta, a campanha #EnvelhecerSemViolência vai capacitar a população a reconhecer e a denunciar a violência contra a pessoa idosa.”, completa Vitor.

“A UNESCO sempre defendeu a ideia de aprendizagem ao longo da vida. Estamos sempre aprendendo e adquirindo novas competências e, como tal, é fundamental que tenhamos asseguradas as condições adequadas para exercer nossos direitos, em particular o direito à educação, à cultura e à informação, tantas vezes negligenciado à nossa população idosa. Essa luta passa, necessariamente, pela quebra de estereótipos e o reconhecimento do valor da pessoa idosa em nossa sociedade”, diz Marlova Jovchelovitch Noleto, diretora e representante da UNESCO no Brasil.

O que mais chama a atenção nestes casos é que a maioria das atrocidades contra pessoas idosas acontecem dentro de suas próprias casas ou ambiente familiar. Negligência, abandono, violência física, psicológica e financeira são os tipos mais comuns de agressão aos idosos,

Criação de Christian Fonteles e Bruno Ferro, com direção criativa de Cacá Passos. Produção do estúdio MOL