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“CLOSED CAPTION” AGITA A PROPAGANDA

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Brancatelli: novo universo das marcas

Entrou em vigor no dia 3 deste mês de janeiro a obrigatoriedade do recurso Closed Caption em produções audiovisuais brasileiras, incluindo nesse pacote os filmes publicitários. A medida está inclusa na lei federal 13.146, sancionada em 6 de julho de 2015, criada para a inclusão da pessoa com deficiência. Com isso, todos os comerciais entregues nas emissoras para veiculação devem conter legendas acionadas pelos recursos dos aparelhos de televisão. A lei interfere diretamente no trabalho da propaganda em dois itens básicos: tempo de finalização e custo. Departamentos Jurídicos das agências estão recomendando, inclusive, que versões atualizadas de filmes já em veiculação sejam adaptadas, com novas claquetes. Algumas dessas agências providenciam o serviço internamente, quando mantém em suas sedes departamentos de produção, especialmente em caso de contas de Varejo. No mercado das produtoras, além do tempo adicional de finalização, de cerca de 12 horas, o trabalho vem proporcionando um custo adicional de até R$ 900 para cada peça.

Legendas obrigatórias em comerciais

Entre as empresas de Streaming, responsáveis pelo envio digital dos filmes às TVs, a A+V Zarpa vem acompanhando a evolução da aplicação da lei desde a sua sanção, há seis meses. A adaptação incluiu uma estruturação interna, com equipamentos e treinamento de profissionais, que resultaram numa equipe pronta para o trabalho a partir da exigência. “É importante que a Lei de Acessibilidade tenha enfim se tornado obrigatória e entrado em vigor, em respeito aos deficientes auditivos e visuais. Qualquer instrumento de acessibilidade beneficia não só os portadores de deficiência, mas também as marcas, que passarão a conversar com um novo universo de consumidores”, avalia Fabio Brancatelli, CEO da A+V Zarpa, do Grupo IMD, líder na América Latina. Com custo de R$ 200 e prazo de 2 horas por adaptação, a empresa iniciou o ano com um grande aumento no seu volume de negócios. “Estamos com alta demanda não só de trabalho, mas também de consultoria, intermediando a relação com todas as emissoras do país, com as quais somos conectados”, explica Alex Lima, diretor de Atendimento da A+V Zarpa e um dos pioneiros na implantação do streaming no Brasil.