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ÓRFÃOS DA TELA

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Por que vilões de novela não são chamados para fazer propaganda?

Enquanto heróis e heroínas engordam seus salários com cachês igualmente robustos, aos malvados resta apenas o reconhecimento por suas performances.

Mas não seria esse mesmo público que aplaude desempenho aquele que vai consumir marcas recomendadas pelos atores mais populares?

A raiva do telespectador que segue o folhetim é maior do que a consciência de que aquilo é um bom trabalho profissional?

Não vamos saber enquanto alguma grande marca não apostar na força de uma personagem como Dalila Abdallah, da novela das 6 “Órfãos da Terra”.

Apesar da Josiane de “A Dona do Pedaço”, ninguém consegue ser mais malvada do que Dalila. Alice Wegmann e Agatha Moreira devem ser as atrizes mais odiadas do momento.

A experiência seria excitante para o marketing das empresas caso Dalila, por exemplo, pedisse um delivery do Habib’s ou Mister Sheik no meio de um capítulo.

Não foi assim, como conteúdo de marca, que Paolla Oliveira, na pele de Vivi Guedes, fez campanha da FIAT no breake comercial e durante capítulo da novela das 9?

Desde que a Globo autorizou recentemente a utilização de personagens em publicidade, uma série de portas se abriu para o mercado e as marcas.

Até então, uma simples referência ao papel provocava reações duras, como aconteceu com Murilo Benício que falou com o linguajar do ex-jogador de futebol Tufão de “Avenida Brasil” em propaganda da Vivo.

Agora é diferente. Basta ousar, e acreditar. Uma ação de conteúdo dentro de um capítulo pode ter um custo maior do que um comercial no intervalo, mas tem a garantia de que naquela hora ninguém vai mudar de canal.

Apostar em mocinhos e mocinhas como Marina Ruy Barbosa e Bruno Gagliasso parece mesmo mais seguro. Que o diga a Renault.

A coragem de outras empresas, porém, poderia surpreender.

Afinal, embora seja louvável a atuação dos principais protagonistas, é o vilão, no caso a vilã, que garante o sucesso da audiência com seu repertório de maldades.