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  MEGA CITIES DESTACA MELHORES DO BRASIL

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Festival internacional de curtas sobre desafios urbanos vai premiar melhores da sua 11ª edição

“Rios Invisíveis”, do diretor de cinema Tadeu Jungle

O festival internacional Mega Cities Short Docs vai encerrar sua 11ª edição com evento de premiação no Museu da Imagem e do Som em São Paulo no dia 30 deste mês de maio.

A premiação reúne produções nacionais focadas em soluções inovadoras para desafios urbanos, sociais e ambientais, em cidades com mais de 1 milhão de habitantes.

Alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, a mostra é aberta ao público, com entrada gratuita e retirada de ingressos uma hora antes da sessão.

Esta edição destaca produções inspiradas no conceito de “Cinema Solução”. A programação inclui pré-lançamento do livro do urbanista Carlos Moreno (Paris Sorbonne) e apresentação de campanha de combate à violência contra a mulher.

Com 250 inscrições de 27 países, o Brasil se destaca com 40 obras inscritas e 20 finalistas. Uma novidade desta edição é a categoria especial Melhor Curta em Solução de Impacto, fruto da parceria com a Estratégia Nacional da Economia de Impacto, do ministério do Desenvolvimento da Indústria e Comércio.

Criado há 11 anos pela organização francesa Métropole du Grand Paris sob o marco climático da COP15, o festival é promovido no Brasil desde 2022 pela plataforma São Paulo São.

Neste ano o festival conta com o oferecimento da ApexBrasil, aliança estratégica com Embratur e TV Cultura, além do apoio institucional do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Heineken, Mamba Water e tênis Veja.

O Brasil consolidou sua relevância no festival após o sucesso na 9ª edição, quando os curtas “Morro do Fubá”, do Rio de Janeiro, e “Lavando Almas”, de São Paulo, foram premiados em Paris.

Entre os finalistas, produções sob o tema Meio Ambiente e Urbanismo, como o jardim urbano “Projeto Pazipe” e reflorestamento em “Raízes Perdidas”.

O tema Águas Urbanas, tem como concorrentes “Rios Invisíveis”, do cineasta Tadeu Jungle, “Onde Eu Nasci Passa um Rio”, de Sofia Byington, e “Águas da Memórias” sobre o impacto social do projeto Meninos da Billings.

Na categoria Território e Diversidade foram destacados “Mangue é Vida”, do Espírito Santos e “Chama Nova, Terra Antiga” sobre os desafios do saneamento em aldeias indígenas.

E em Impacto Social, “Pontas” aborda o balé como ferramenta de transformação em comunidades fluminenses.


O júri da edição brasileira do festival foi composto por Mauro Calliari (Folha de S.Paulo), Marina Bragante (vereadora), Kellen Moraes (Editora Trip), Adonis Alonso (Blog do Adonis), Mauricio Machado (São Paulo São), Kellen Moraes (Editora Trip), Chantal Brissac (Pró Coletivo) e Natasha Olsen (Ciclo Vivo).

O festival concederá um total de € 15 mil em prêmios. Os vencedores das categorias principais recebem € 1 mil e garantem presença na cerimônia internacional em Paris. Dois brasileiros estão entre os finalistas globais desta edição.