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ABA, RECORD E O FUTURO DO MARKETING

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Nova edição de evento debateu caminho das marcas moldadas pelo neuromarketing

A Associação Brasileira de Anunciantes realizou com a Record mais uma edição do evento que debate o futuro das marcas.

Alarico Naves, superintendente da Record e Sandra Martinelli

O debate foi realizado na sede da emissora, transmitido pelo YouTube, reunindo lideranças do setor e especialistas para debater como o neurobranding e o neuromarketing estão moldando o futuro das marcas. 

O encontro contou com a abertura de Sandra Martinelli, CEO da ABA, que ressaltou a missão da entidade de criar pontes entre marcas e sociedade.

“O Branding@ABA & Record reforça a importância de compreender profundamente o ser humano para criar marcas relevantes”, disse.

“Hoje refletimos sobre como neurobranding e neuromarketing moldam escolhas, constroem lealdade e fortalecem vínculos emocionais, além de destacar a importância das relações interpessoais mesmo em um mundo cada vez mais digital”, completou a executiva. 

Olga Martinez, sócia da Amélie Consulting, trouxe reflexões sobre como construir uma marca positiva além do produto. Ela moderou o primeiro painel que contou com a participação da VP do Comitê de Branding & Conteúdo da ABA e Conselheira da ABA, Lucia Bittar, diretora de Marketing, Channel Marketing e PR da Samsung Brasil.

Para Lucia, “o maior desafio do marketing hoje é equilibrar o curto e o longo prazo. Precisamos gerar resultados imediatos e, ao mesmo tempo, construir marcas fortes e com propósito, que realmente façam sentido na vida das pessoas”.

Marcio Borges, VP Executivo e Diretor Geral da WMcCann RJ, complementou o debate afirmando que “a confiança é a base das relações duradouras entre marcas e consumidores.

Marco Sinatura, Chief Strategy & Innovation Officer na ID\TBWA, disse que “todas as grandes marcas que conquistam valor duradouro têm algo em comum: consistência.

Na oportunidade, a ABA promoveu o lançamento da edição atualizada do Guia “Criando a ponte entre os times de Marketing e Relações Governamentais”, apresentado pelo VP do Comitê de Relações Governamentais da ABA, Carlos Lima, Head de Políticas Públicas da Diageo.

“O guia oferece recomendações práticas para fortalecer a colaboração entre essas áreas, alinhando prioridades institucionais e temas estratégicos como ESG, reputação, brand purpose e ética no uso de dados”, afirmou.

No segundo painel “Fundamentos do Neurobranding”, especialistas abordaram como a ciência explica as escolhas do consumidor. Mariana Rocha,gerente de Branding e Comunicação da Nestlé, destacou que “quando uma marca gera emoções positivas de forma recorrente, ela ativa um sistema do cérebro responsável pelas memórias e pela confiança. Isso faz com que a escolha do consumidor seja muito mais emocional do que racional”.

Iuri Maia, Branding Director do Mercado Livre, contou que a marca acredita muito em pesquisas no modelo escalável, e disse como vê essa área no futuro. “A inteligência artificial vai remodelar tudo o que fazemos com relação a dados, impactos e resultados e a neurociência vai ser parte disso”. Explicou.

O moderador do debate, Edmar Bulla, CEO & Founder do Grupo Croma, completou: “Hoje conseguimos combinar ferramentas que traduzem a neurociência para o cotidiano corporativo e ampliar nossa capacidade de compreender o engajamento emocional das pessoas com as marcas.” 

Encerrando o encontro, o terceiro painel “A importância das relações interpessoais em um momento dominado pela inteligência artificial”, contou com a participação de Ana Paula Duarte, diretora Sênior de Ads do iFood.

 “Nada substitui a relação humana, o olho no olho e a cultura construída no dia a dia. A tecnologia é uma grande aliada, mas o desafio das empresas será encontrar o equilíbrio entre eficiência operacional e conexões genuínas”, afirmou.

Gabriela França, diretora de Skin Care da Coty, reforçou a necessidade de refletir sobre o uso do tempo e a importância de manter conexões humanas saudáveis.

“No cenário atual, em que a tecnologia e a produtividade dominam a pauta, precisamos refletir sobre o que estamos fazendo com o tempo que ela nos devolve. Se não houver conexões saudáveis, corremos o risco de criar um ciclo em que a tecnologia aumenta a produtividade, mas adoece as pessoas”, disse.
 

Já Roger Corassa, vice-presidente de Vendas, Marketing, Pós-Venda e Experiência do Cliente da Volkswagen do Brasil, enfatizou o papel de conexões reais, afirmando que “a digitalização transforma a forma como nos conectamos, mas nada substitui o contato humano. O desafio das empresas é equilibrar o uso das ferramentas digitais com a convivência e a conexão reais”.

A moderação foi de Francisco Rodriguez Rosa, diretor Comercial da Record, que concluiu: “É fundamental refletirmos sobre como estamos praticando essas conexões humanas no dia a dia. Aprimorar essa postura não só fortalece as empresas, como contribui para uma sociedade melhor”.