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NÃO BASTA SER ESTRELA, TEM QUE BRILHAR

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Era uma quinta-feira do início de 1985. Antoninho Rossini, editor do Propmark, ainda um caderno do Diário Popular, me chamou para um frila.  Cinco anos antes de eu assumir como editor do primeiro jornal semanal do mercado publicitário.

Na sala da diretoria Comercial do jornal, Armando Ferrentini me entregou um bilhete aéreo.  Minha missão seria ir a Salvador, entrevistar um tal de Duda Mendonça, voltar, escrever e entregar o material para publicação no final de semana. Tudo isso na sexta-feira.

Foi meu primeiro trabalho no jornalismo publicitário. Da propaganda só conhecia o Washington Olivetto. Mas me encantava um comercial de Gelol no ar desde o final de 84 na TV brasileira.

O objetivo da matéria era mostrar que a publicidade criativa não estava só no eixo rio São Paulo.

Duda Mendonça foi o primeiro expoente da Bahia como estado exportador de grandes nomes desse mercado.

Sua agência DM9, Fundada em 1975 se tornou uma das mais premiadas em festivais internacionais nas mãos de Nizan Guanaes, seu ex estagiário.
Duda foi o primeiro baiano a brilhar na publicidade brasileira.

Seu discípulo Nizan levou a DM9 para brilhar no mundo.

Voltando a aquela sexta-feira de 1985. No aeroporto de Salvador fui recebido pelo próprio Duda Mendonça. Dali para o Baby Beef, restaurante da família Paes Mendonça.

Na entrevista já deu para perceber  que Duda já era uma estrela. Pronto para brilhar em todo o país e transformar a Bahia no grande celeiro de talentos da propaganda nacional.

Nizan acabou ficando com a Agência de Duda. A estrela então começou A brilhar em outro setor.Igualmente genial, Duda também brilhou no Marketing político. Num campo onde não basta só o talento, acabou envolvido também nos perrengues da atividade.

Absolvido em um dos processos e enfim e acertando delação premiada em outro, ficou na história, porém, o brilhante publicitário que sempre foi.
Vá com Deus, Duda.