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MORRE ALEX PERISCINOTO

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Alexandre José Periscinoto, paulista de Mococa, nascido em 1925, embora doente há algum tempo, foi mais um brasileiro derrotado pela Covid-19.

Ícone da propaganda nacional, aos 88 anos recebeu seu último troféu, durante o 4º Fórum de Marketing Empresarial do Lide, junto com Washington Olivetto e Roberto Justus.

Um dos fundadores da Almap, foi ele quem promoveu a associação da agência com a BBDO ao levar para sua sucessão no comando, Marcello Serpa, Alexandre Gama e José Luiz Madeira, em 1993.

Foi Alex quem introduziu no mercado brasileiro o modelo de duplas de criação, após uma visita a agências de Nova York.

Publicitário, pintor, escultor e palestrante, foi o primeiro jurado brasileiro em Cannes.

“Mais vale o que se aprende que o que te ensinam” é uma das frases que ele deixa para a história da publicidade nacional e também título de um de seus livros.

Periscinoto foi responsável pelo primeiro comercial televisivo do Brasil, para a Cera Dominó e se notabilizou pelas campanhas da Volkswagen, que começaram no Brasil quando o governo JK incentivava o transporte rodoviário no país e a instalação de fábricas de automóveis.

Caçula em uma família de imigrantes italianos de 11 irmãos, Alex foi educado no bairro paulistano do Belém e começou a trabalhar como operário nas Indústrias Matarazz, na qual chegou ao departamento de desenhos em tecidos.

Em 1945 ingressou na Sears como desenhista industrial até alcançar a gerência do setor. De lá foi para o Mappin, assumindo a área de promoção e propaganda do magazine.

Em 1958 estagiou na DDB norte-americana, da qual trouxe ideias revolucionárias para a propaganda brasileira, o que lhe rendeu um convite para integrar a sociedade da Alcântara Machado. Na agência atuou ativamente até 1998.

Entre outras atividades, foi consultor e secretário de publicidade institucional do Governo Federal na administração do presidente Fernando Henrique Cardoso.