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COLUCCI LEVA UM PEDAÇO DA HISTÓRIA

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Colucci: vítima da Covid-19

“O tempo passa, o tempo voa e a poupança Bamerindus continua numa boa”. Essa foi sem dúvida a mais famosa campanha mais criada pela  Colucci & Associados Propaganda (assista abaixo).

Em 1973, Oscar Colucci trocava seu emprego na Editora Abril para abrir sua própria agência, que manteve até o início de 2009.

Outro cliente de destaque, arroz Camil, havia acabado de trocar a Colucci pela Leo Burnett, provocando o encerramento das atividades da agência

Oscar Colucci faleceu neste domingo (13) vítima de Covid-19. Deixa uma parte importante da história da propaganda brasileira.

Naquele final de 2008, quando a Camil anunciou sua saída da Colucci, Oscar viu sua empresa reduzir em 32% o seu quadro de funcionários, passando de 25 para 8.

Após a perda de um cliente de 11 anos, ele ainda tentou se associar a alguma empresa do mercado, sem sucesso.

A Camil Alimentos, que se preparava para lançar novo produto no mercado no primeiro trimestre de 2009, promoveu uma concorrência que envolveu a Leo Burnett, a agência vencedora, a própria Colucci, e a ainda a Fala! e a MatosGrey.

“A Colucci não fecha. O boato não se sustenta. A perda foi significativa, mas o mercado é dinâmico”, dizia o sempre guerreiro Oscar na época. Na época ele ainda tinha em sua carteira de clientes as marcas Citrivita, Água Crystal (Femsa), Companhia Brasileira de Alumínio (Votorantim), Herbalife e Sesc. Não foi suficiente.

Entre tantos profissionais de destaque que passaram pela Colucci, a criativa Adriana Cury teve grande destaque. Foi jurada do FIAP e do festival de Cannes, antes de deixar a agência e assumir a vice-presidência da Ogilvy e depois a copresidência da McCann.