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FOI, ENCAROU, GOSTOU E VENCEU

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Wid: en NY o maior desafio de sua carreira

Em 2017, após 15 anos de uma carreira bem sucedida e estável no Brasil, Widerson (Wid) Souza decidiu enfrentar seu meu maior desafio profissional ao aceitar o convite trabalhar em Nova York, na Red Fuse, atual VMLY&R.

Desde que começou na propaganda em 2002, na Publicis, passando depois pela Loducca, Y&R, MPM, Fischer e Santa Clara, o criativo teve o privilégio de trabalhar ao lado de nomes icônicos da atividade, como Tomás Lorente, Eugênio Mohallem, Ulisses Zamboni, André Nassar, Mário D’Andrea, Celso Loducca, Fernando Campos, Marcelo Reis e Hugo Rodrigues.

Por um ano eu ainda atuou na Giusti Comunicação, em um projeto que lhe deu uma importante visão de PR e planejamento.

Em Nova York, trabalhou por dois anos para os mercados Globais e Latino Americano. Como dupla do Diretor de Criação Regional e depois como Associate Creative Director, teve a responsabilidade de ajudar a liderar a integração de uma equipe de mais de 60 pessoas baseadas no Brasil, México, Colômbia, Argentina e Estados Unidos.

“Foi uma função que me preparou para entender como uma mensagem deve se comportar para atingir públicos tão diversos em países tão distintos culturalmente”, diz.

Na Red Fuse, participou de projetos para clientes como Colgate, Palmolive, Protex, Hills Pet Food. Para este, fizemos uma campanha de adoção que usava as caixas de mudança como mídia para convidar os novaiorquinos a adotar um pet para sua nova residência.

Sua arma por um cão de abrigo

Na sequência, sua equipe, baseada em uma pesquisa da Universidade de Columbia afirmando que um ladrão se sente mais intimidado a não cometer um ato ilícito quando ele vê um cachorro na porta de casa, criou a campanha Adopt Protection.

“Estimulamos o público a trocar suas armas por um cachorro. Um tema sensível, que além de incentivar a adoção de cães de abrigos, também provocou um diálogo sobre o desarmamento”, explica.

“Há dez meses, curioso sobre um dos mercados que mais cresce no mundo, de Health, Pharma e Wellness, me convenceram a aceitar um convite para trabalhar na Area23, considerada uma das 10 agências mais criativas do mundo”, conta.

Aí aprendeu a atuar num segmento que mescla o craft do mercado de Consumer com a legislação do mercado de Pharma.

“O que eu mais gostei até agora na Area23 é a forma como eles enxergam tecnologia. Todos os jobs por essência já começam com produtos e serviços inovadores e que genuinamente resolvem um problema humano. Campanhas para prevenção de diabetes, conscientização sobre câncer de pele e outros assuntos relacionados à saúde pública não são jobs extras aqui, mas parte do nosso dia a dia”, relata Wid.

“Outra vantagem de se trabalhar aqui em Nova York é a possibilidade de se trabalhar com clientes globais. Recentemente a UNICEF nos procurou para ajudá-los em um projeto de educação remota com a Universidade de Cambridge. Fizemos um projeto teste para o mercado da África e agora estamos os ajudando em outra campanha digital que será lançada outubro em mais de 150 países”, revela.

“Uma grande diferença que percebi quando eu vim para os Estados Unidos foi o tempo entre a criação e a produção dos projetos. Todos os projetos têm que estar extremamente amarrados e justificados e isso faz com demore no mínimo um ano para ser lançado”, explica

Ele explica também que nos Estados Unidos conta a especialização de profissionais. O mercado norte-americano é extremamente segmentado. Por isso, quem trabalha com marcas de carros é chamado para vagas em outras agências para trabalhar com outras marcas de carros.

“É diferente do Brasil onde nós trabalhamos em campanhas de marcas de brinquedos a canais de TV, passando por montadoras de caminhões e lingerie. Aqui, as recruiters tendem a te chamar para vagas do mercado que você está inserido”, diz.

“O que diferencia um portfólio brasileiro é exatamente essa variedade de mercados e produtos. Por isso, a ida para o mercado de Health para mim foi natural e estimulante. Eu encarei como mais uma oportunidade de ampliar meu conhecimento”, conclui.