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UMA NOVA RELAÇÃO COM AS PESSOAS

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“A distância física aproximou as marcas do público, mais receptivo à TV e redes sociais”

Paulo Leal: um novo mundo

Paulo Leal iniciou sua carreira na área de comunicação e marketing publicitário há quase 30 anos na MTV. Atuou em agências como Almap e Dentsu, empresas de entretenimento como Time For Fun, Dream Factory, Mondo e Broadway, e veículos como StarTV e Zooming TV.

Há um ano e meio é country manager da SamyRoad, empresa de influencer marketing que no Brasil já criou conteúdo para marcas como Postos Ipiranga, TixanYPE, Amaciante Alquimia, Natura, BluK, BeYoung, Univeritas, L’Oréal, Oi, Uninassau, Wella e LG, trabalhando em parceria com as agências de publicidade Y&R, DPZ&T, ÁreaG, Agencia Um, Univeritas e TracyLocke, entre outras.

Após 18 meses de atuação, a SamyRoad conta atualmente no Brasil com 820 mil influenciadores cadastrados em sua plataforma. Neste período, foram mais de 35 campanhas que envolveram a gestão e contratação de mais de 600 influenciadores brasileiros.

Nesta entrevista, ele fala sobre o mercado, a pandemia, os efeitos, a crise e as soluções para um futuro ainda incerto, mas carregado de confiança na força da comunicação das marcas.

Como a SamyRoad se adapta à atual situação provocada pela pandemia um ano e meio depois de lançada no Brasil?

A Samyroad já nasceu no século 21, desprovida de hábitos do século passado. Somos remotos, digitais, operando em comunidades, home office, juntando times e competências para cada demanda e projeto do cliente. Tudo funciona bem e organizado, sem necessidade de grandes estruturas físicas presenciais de um escritório comum. Conversamos mais por videoconferência do que se estivéssemos em um ambiente fechado. O que importa é a entrega satisfatória para as marcas e agências no final do dia

Criadores de conteúdo e influenciadores agora têm mais tempo para atender às necessidades dos anunciantes?

Sem duvida. Estamos todos mais maduros e preparados para atender a comunicação das marcas nesse momento de forma autêntica, relevante e com argumento mais incisivo e real.

O tempo útil ampliado das pessoas tornou-as mais exigentes, desde que estão mais disponíveis para aprendizados e novos trabalhos?

Os consumidores estão mais receptivos às mensagens via redes sociais e a televisão. É o que há pra se consumir nas residências e esperam por boas ofertas de produtos com valor agregado e reais benefícios.

Como os criadores de conteúdo aproveitam a nova onda das lives de artistas?

As lives vieram para ficar. Mudou tudo. E alcançam muito mais gente do que no presencial. As empresas estão atentas a esse movimento e embarcaram nesse novo formato. Ganham todos, as agências, marcas, anunciantes e produtores de conteúdo.

Como você vê o mundo corporativo pós-pandemia, já que sedes imponentes perderam o sentido com a crise e a eficiência do home office?

Vão ter que se reinventar de fato. Não faz mais sentido sedes imponentes em tempos de dinheiro curto e suado. Ninguém mais se importa se sua empresa esta localizada em local nobre com metro quadrado caríssimo. Não faz parte da entrega final.

E o público? O que realmente passará a importar para ele depois da retomada quando deveremos ter um novo normal ou voltar ao velho normal?

Estamos todos sensíveis e mais abertos e receptivos. O confinamento forçado mudou a ótica das coisas. Mais aberto, mais sincero, mais comunicativo e mais próximo. A distância física, por incrível que pareça, melhorou a aproximação das marcas com as pessoas. Um novo mundo de relação entre marcas produtos e pessoas. Para o bem da sociedade como um todo.