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GARIMPO DA MORTE AMEAÇA IANOMAMIS

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Entre a construção de rodovias, violência, doenças e garimpo, essas duas últimas ameaças estão interligadas neste momento de pandemia contra o povo Yanomami.

Estudo realizado pelo Instituto Socioambiental em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais e com revisão da Fiocruz, revela que 20 mil garimpeiros ilegais podem se tornar o principal vetor de transmissão da COVID-19 dentro da terra Indígena.

Campanha #ForaGarimpoForaCovid”, criada pela Wieden+Kennedy São Paulo, visa mobilizar a sociedade através de petição para pressionar o governo a retirar os invasores ilegais do território.

No filme, notícias fictícias e futuristas indicam que esse povo pode estar perto do fim já no próximo mês de agosto. A campanha também divulga petição para a população assinar e exigir o fim da invasão de garimpeiros na região.

A tribo Ianomami é a sétima maior do país, com cerca de 15 mil pessoas distribuídas por 255 aldeias no Amazonas e Roraima.

Sem condições de fazer o isolamento social necessário para evitar a transmissão do vírus, os Ianomâmis poderão ser personagens de notícias catastróficas a serem lidas em jornais de todo o mundo se nada for feito..

Além do filme,  estão previstas mais duas produções que serão veiculadas pelos próximos três meses. O plano de mídia contempla TV aberta, ações de mídias sociais e OOH, com pedido pela assinatura da petição.

“ATerra Indígena Yanomami é a mais vulnerável da Amazônia ao novo coronavírus. O sistema de saúde que atende o território tem limitações relacionadas ao transporte de doentes, poucos leitos e respiradores. Além disso, o histórico de saúde desse povo pode fazer com que a taxa de letalidade da doença seja maior entre eles do que na população brasileira em geral”, diz Bruno Weis, coordenador de Comunicação do Instituto Socioambiental.

O ISA projetou diferentes cenários de transmissão nas aldeias e, no pior deles, 5.603 Yanomami podem se infectar com o vírus, de um total de 13.889 indígenas vivendo a menos de cinco quilômetros de zonas de garimpo.

“Não estamos falando de um futuro distante, de uma realidade que só será observada pela sua 4ª geração. Estamos falando de 15 dias, um mês”, alerta Mariana Borga, diretora de Criação da W+K.

Fabiano Higashi, também DC da agência, lembra que as atitudes tomadas agora terão efeitos imediatos na preservação da vida, da cultura e da história dos Ianomami.

Criação de Bruno Pereira e Ana Blanes, com direção criativa de Mariana Borga e Fabiano Higashi e direção geral de Eduardo Lima e Renato Simões. Fotos de Charles Vincent/ISA, Claudia Andujar, Milton Guran/Agil, Nair Benedicto/Agência F4, Geoffrey O’Connor e Volkmar Ziegler.

Produção da Joit, com montagem de Christian Balzano e som da Satélite Áudio, com direção musical de Kito Siqueira e Roberto Coelho.

Aprovação de Bruno Weis, Jurandir Craveiro e Marcos Wesley.