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MUDOU MAS NÃO ADIANTOU

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Apesar de o banco Santander já ter retirado de sua campanha “A gente Banca” trechos que depreciavam o meio jornal, o Conar decidiu nesta terça-feira (26) suspender a veiculação de dois comerciais ainda em veiculação, propondo a transformação de bancas de jornal em outros negócios.

O processo no Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária foi aberto a partir de carta do presidente da Associação Nacional de Jornais, Marcelo Reich.

Conforme o documento, a ANJ repudiava trechos da propaganda como “Nos últimos anos, mais gente comprava jornal pra catar sujeira de bicho de estimação do que pra ler…”, e “ninguém mais compra jornal em banca, todo mundo lê notícia pelo celular…”.

O Santander já havia modificado o conteúdo, suprimindo esses trechos, mas manteve a ideia de que jornaleiros poderiam contar com microcrédito para mudar seu negócio, ampliando sua oferta no espaço ao funcionar como chaveiro, floricultura, manicure, oficina de celular ou ateliê de costura.

Igor Puga, diretor de Marketing do banco, havia justificado a campanha em seu lançamento afirmando que “que há anos se detecta as dificuldades por que vem passando o mercado editorial, o que impacta diretamente a atividade das bancas de jornais”.

Para Marcelo Rech, porém, as peças publicitárias são depreciativas aos jornais por apresentá-los, na estética e no roteiro dos anúncios, como meios desprezados e ultrapassados.