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95 ANOS DE CRIATIVIDADE

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Alex Periscinoto completa nove décadas e meia de nascimento neste 8 de abril

Alex: geração que modernizou o setor

Início de 1993, Alex Periscinoto, um dos fundadores da Almap e na época seu presidente, me convida para um café na agência e pede minha opinião sobre uma dupla que se destacava na DM9 de Nizan Guanaes. Em junho daquele ano ele anunciou a formação da sociedade da Almap com a BBDO e a inclusão acionária de Marcello Serpa e Alexandre Gama, além de José Luiz Madeira.

Em fevereiro de 2015 a última notícia que recebi dele, avisando, através de seu fiel escudeiro Nelson Machado, que estava lançando seu Blog de comentários sobre propaganda, que já não existe mais.

Neste 8 de abril, Washington Olivetto me lembrou que Alex está completando 95 anos de idade.

Remanescente de uma geração que transformou e modernizou a publicidade brasileira, Alex José Periscinoto nasceu em Mococa, interior paulista, em 8 de abril de 1925.

Entre outras ações, foi ele quem introduziu no mercado brasileiro o modelo de duplas de criação. Publicitário, pintor, escultor e palestrante, foi o primeiro jurado brasileiro em Cannes.

Em 2013, foi homenageado pelo LIDE com Ícone da Propaganda no 4º Fórum de Marketing Empresarial junto com Olivetto e Roberto Justus, evento do qual me orgulho de participar da organização como coordenador de Conteúdo.

“Mais vale o que se aprende que o que te ensinam” é uma das frases que ele deixa para a história da publicidade nacional e também título de um de seus livros.

Qualquer texto que se escreva sobre ele e sua obra é pequeno para descrever sua contribuição ao negócio. Periscinoto foi responsável pelo primeiro comercial televisivo do Brasil, para a Cera Dominó e se notabilizou pelas campanhas da Volkswagen, que começaram no Brasil quando o governo JK incentivava o transporte rodoviário no país e a instalação de fábricas de automóveis.

Caçula em uma família de imigrantes italianos de 11 irmãos, Alex foi educado no bairro paulistano do Belém e começou a trabalhar como operário nas Indústrias Matarazzo  na qual  chegou ao departamento de desenhos em tecidos.

Em 1945 ingressou na Sears como desenhista industrial  até alcançar a gerência do setor. De lá foi para o Mappin, assumindo a área de promoção e propaganda do magazine.

Em 1958 estagiou na DDB norte-americana, da qual trouxe ideias revolucionárias para a propaganda brasileira, o que lhe rendeu um convite para integrar a sociedade da Alcântara Machado. Na agência atuou  até 1998 ao vender suas ações para o grupo norte-americano BBDO.

Entre outras atividades, foi consultor e secretário de publicidade institucional do Governo Federal na administração do presidente Fernando Henrique Cardoso.