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REDES SOCIAIS, O DESAFIO DAS ELEIÇÕES

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Não há dúvida no mundo de que a Internet foi a grande responsável pelas eleições dos presidentes Donald Trump nos EUA, e Jair Bolsonaro no Brasil em 2016 e 2018. E que também influenciou nas vitórias dos governadores Romeu Zema, em Minas Gerais e Wilson Witzel no Rio de Janeiro.

Em novo ano eleitoral, o país deve viver nova batalha em redes sociais para escolher prefeitos e vereadores neste 2020. Será que os vencedores fizeram o certo? E a sustentação, está correta? O desafio deste ano foi analisado por 12 especialistas em comunicação e resultou no livro “Campanhas Políticas nas Redes Sociais. Como Fazer Comunicação Digital com Eficiência”, da Matrix Editora, que será lançado no próximo dia 4 de fevereiro a partir das 18h30 na Livraria da Vila Lorena, em São Paulo.

A obra foi organizada pela cientista política Juliana Fratini a partir de artigos, escritos por André Torretta, Camilo Borges, Edson Giusti, Elsinho Mouco, Keffin Gracher, Marcel Fukayama, Marcelo Vitorino, Mauricio Brusadin, Rafael Bergamo, Samantha Teixeira, Victor De Martino e Xico Graziano.

Com financiamentos de campanha reduzidos e em tempos de atenção fragmentada, o candidato tem poucos segundos para fisgar o eleitor. Um meme nas redes sociais ou no whats app pode ter mais impacto que as mídias impressas tradicionais ou os enfadonhos debates de televisão, avalia Juliana Fratini, também especialista em Políticas Públicas e Finanças pela Universidade de Chicago.

No prefácio, ela mostra como a internet mudou não só o olhar sobre a política, como também o equilíbrio de forças de cada personagem dentro do processo. As redes permitiram a construção de um relacionamento direto entre o candidato e o eleitorado. A comunicação se tornou mais personalista e menos dependente de instituições tradicionais como partidos, escolas, universidades, associações, sindicatos e imprensa). Também ficou mais afetiva e menos racional, mais identitária (segmentada e, grupos por afinidades étnicas, religiosas ou de gênero, como mulheres, negros, latinos, LGBTs, indígenas, fundamentalistas, nacionalistas, de tendências racistas e xenófobas), e mais marcada pela estética do lacre e dos likes do que pelo diálogo.

O livro aborda ainda escândalos como robôs para inflar números, perfis falsos, fake news em massa para destruir reputações e vazamentos de dados sigilosos marcaram campanhas recentes.

A obra é direcionada a estudantes, candidatos, políticos, jornalistas, profissionais de marketing, cientistas sociais e pessoas apaixonadas pelo assunto.