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HAUS APOIA MOVIMENTO “T”

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Gabriela, Monique, Yggy, Larissa e Tiago (foto: Felipe Sesoko)

Em ação que celebra o Dia Nacional da Visibilidade Trans, que visa a inclusão social de transexuais e travestis, o grupo Haus, que engloba as empresas W3haus, Huia, Hopo, Brooke e Now3, realizou a primeira edição do projeto #VisãoT, por iniciativa de suas funcionárias Monique Rodrigues e Yggy Escobar, que se reconhecem como travesti e mulher trans, respectivamente.

A data foi instituída 2004, na ocasião do lançamento de uma campanha nacional elaborada por lideranças do movimento de pessoas trans, em parceria com o Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde.

O projeto #VisãoT inclui uma campanha composta por diversas ações de comunicações internas e externas. Entre elas, um artigo que Monique e a Yggy assinaram sobre o que as marcas podem fazer para transformarem sua relação com as pessoas T, como incluir pessoas trans e travestis nas equipes, no casting, na criação e na produção das campanhas publicitárias, entre outras questões relevantes.

Cartazes que estimulam boas práticas de conduta com a população T também fizeram parte do projeto e foram espalhados pelas sedes da W3haus em São Paulo e em Porto Alegre. Frases como “nos olhe com naturalidade” e “busque informação com pessoas T” são exemplos de mensagens impressas pelas paredes das agências da holding.

Na última segunda-feira, 27, uma roda de conversa entre Monique, Yggy e Gabriela Augusto, que se considera mulher trans e é fundadora da consultoria Transcendemos, para funcionários e imprensa, debateu sobre como as agências e as empresas da economia criativa estão se mostrando como um campo fértil de trabalho para a população T.

“Eu me identifico como travesti porque é sobre resistência e ressignificação. É preciso quebrar estereótipos. Travesti sempre foi um termo marginalizado. Alguém que você não vê de dia, numa empresa. Isso precisa mudar. Estamos conseguindo recriar novos espaços e as agências estão se mostrando lugares férteis para crescermos”, diz Monique Rodrigues.

“Quando uma pessoa cisgênera aprende a usar os privilégios que ela tem para ouvir e ajudar as pessoas trans, isso facilita muito a nossa vida, porque há muitas pessoas trans com garra e com vontade de aprender”, completa Yggy Escobar.

Ao final do evento, o cofundador da HAUS e CEO da W3haus, Tiago Ritter, a sócia e VP de Criação e Conteúdo da W3haus, Larissa Magrisso, e Gabriela Augusto assinaram uma carta de compromisso para a holding ser certificada como “empresa de respeito” pela Transcendemos.

Gabriela explica que o próximo passo é fazer uma imersão na holding e analisar os pilares conscientização e treinamento, igualdade de oportunidades e comunicação inclusiva.

Vale ressaltar que a diversidade já faz parte da cultura da holding HAUS. No início do ano passado, sua área de RH fez uma pesquisa que identificou 21% da equipe LGBTQIA+. “Começou com a liderança feminina, sendo que atualmente as mulheres ocupam 60% dos cargos de líderes. E essas mulheres começaram a nos provocar e questionar, mas onde estão os negros? Onde estão as pessoas trans? O nosso sonho como empresa é chegar numa construção onde haja proporcionalidade de gênero e raça. É um caminho longo, mas que estamos construindo”, diz Tiago Ritter.