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MAIS UM ÍCONE SE VAI

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Homenageado no Fórum de Marketing Empresarial do LIDE como Ícone da Propaganda em 2015, Júlio Ribeiro teria 3 minutos para agradecer, obedecendo a programação do evento. Pediu 12. Ganhou 8.

Assim era um dos maiores publicitários que o Brasil conheceu. Difícil impor alguma regra a ele.

E foi quebrando regras que ele preferiu exercer sua criatividade no Planejamento, tornando-se a maior referência nessa área.

”Bonita Camisa, Fernandinho”, campanha de 1984 para US Top, também quebrou todas as regras publicitárias do segmento.

Marcou uma época como também marcou “Não é assim uma Brastemp” e “Pergunta lá no Posto Ipiranga”.

Júlio fundou e comandou por décadas uma das mais brilhantes agências brasileiras. A venda da Talent para o grupo Publicis foi apenas o aviso de que uma carreira vencedora estava chegando ao fim pelos limites da vida.

Aos 85 anos ele muda de galeria e se junta a tantos outros ícones que transformaram a publicidade do país numa das mais premiadas e reconhecidas do mundo.

Júlio Ribeiro leva com ele uma postura única desse mercado. Trocava o brilho pelo resultado. Correto, coerente, nunca deixou um jornalista sem resposta.

Nem mesmo quando perguntei como iria atender uma conta de cerveja se havia garantido que jamais faria publicidade de bebida alcóolica.

”Destilada não. Fermentada pode”. A resposta já estava bem planejada.