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ABAP E FENAPRO DEFENDEM WMC CANN

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Entidades defendem o setor, repudiam ataques e notícias falsas nas redes sociais

Comunicado conjunto da ABAP e Fenapro esclarecem o público e desmente informação propagada nas redes sociais sobre suposto custo de produção de R$ 17 milhões do comercial “Selfie”, do Banco do Brasil, suspenso por determinação do presidente da República.

O documento destaca o reconhecimento da publicidade brasileira, referência mundial de qualidade e profissionalismo, que gera 550 mil empregos diretos e indiretos. Segundo o comunicado, o custo de aproximadamente R$ 1 milhão do referido filme, pode ser conferido através de notas fiscais de posse da própria instituição financeira. (leia abaixo)

Relembrando, no dia 14 de abril Jair Bolsonaro solicitou ao presidente do Brasil, Rubem Novaes, que providenciasse a retirada da TV do comercial “Selfie”, que anunciava facilidades para abertura de contas na instituição e mirava o público jovem. Medida acabou atingindo o diretor de Marketing da instituição, Delano Valentim, que acabou demitido.

O chefe do governo não teria gostado da diversidade racial e sexual retratada na peça criada pela agência WMcCann, que obedecia briefing do banco, preocupado em modernizar sua linguagem e atingir um público-alvo potencial para aumentar sua carteira de clientes.

O fato gerou ainda controvérsia dentro do governo, que inicialmente anunciou que todas as campanhas estatais passariam pelo crivo da Secom, o que contraria a Lei, obrigando a um recuo e retratação da administração direta.

Entre outras reações do mercado, o Burger King veiculou um vídeo no Facebook ironizando a medida e anunciando a busca por modelos para compor elenco de uma sua suposta campanha. O letreiro colocou como requisito, ter participado de comercial de banco vetado e censurado. E mais, anunciou que os candidatos poderiam ser homem, mulher, negro, branco, gay, hétero, trans, jovem ou idoso.

A seguir, a nota da ABAP e Fenapro: 

“Em defesa da publicidade brasileira, a ABAP e a Fenapro vêm esclarecer informações citadas em ataque proferido nas redes sociais contra a agência de publicidade W/ McCann. São informações incorretas sobre o custo de produção de peça publicitária para o Banco do Brasil.  Não procede a informação de que a peça tenha custado R$ 17 milhões. Segundo esclareceu a própria agência, o custo de produção foi de cerca de R$ 1 milhão. Esta informação pode ser verificada facilmente através de notas fiscais de prestação de contas em poder do próprio cliente. Agências de publicidade que atendem contas públicas atuam em sintonia com a legislação e as regras dos órgãos de controle, como a CGU. É fundamental antes de propagar informações imprudentes que se busque entender como funciona a atividade e a complexidade de uma campanha ou plano de mídia.  Nossa atividade é considerada referência mundial pela sua qualidade e profissionalismo, responsável por gerar 550 mil empregos (diretos e indiretos), além de promover a riqueza de milhares de empresas brasileiras, valorizando marcas e vendendo produtos”.

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