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UMA MÍDIA DESPERDIÇADA

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Inaugurado em 1963, baseado em projeto do arquiteto Alfredo Mathias, o edifício ondulado Centro Comercial Grandes Galerias, ícone arquitetônico da cidade de São Paulo, na década de 70 se tornou a Galeria do Rock. A transição ocorreu a partir da chegada de várias lojas de disco, que reproduziam o gênero musical da época.

O local, com entrada pela avenida São João e mais uma pela rua 24 de Maio, na verdade hoje é um grande Shopping Center, com 450 estabelecimentos, entre lojas de roupas, de grifes internacionais, estúdios de piercing e tatuagem, salões de beleza e lanchonetes.

Tudo isso é atrativo para um público específico, que frequenta o local. Por ano, são 4 milhões de visitantes, sendo 54% do sexo masculino, maioria da classe B e muita gente da C, embora 19% pertençam à chamada classe A. É o terceiro principal destino turístico da capital paulista e ostenta a condição de ser o berço da diversidade da cidade, além de constantemente lançar novas tendências de moda e comportamento.

Só falta mesmo as marcas perceberem a importância do local como mídia, com opções que vão de banners gigantes expostos nos vãos dos três andares da galeria, totens eletrônicos, projeções, adesivos de elevador, escada rolante e até banheiro. E ainda de acordo com o target, o local também disponibiliza espaços especiais para exposição de produtos, inclusive automóveis, e para eventos empresariais de lançamentos, entretenimento ou simplesmente institucional.

E embora a galeria receba admiradores do estilo musical que até hoje é sua marca registrada, a sua atração vai além dos roqueiros. Os visitantes representam os vários estilos em busca da variedade de produtos que é possível encontrar.

A procura dos consumidores passa pela Player, parada obrigatória para quem procura camisetas das equipes da NBA e chega às lojas que vendem roupas e acessórios dos heróis da animação, butiques que vendem skates e estúdios de tatuagem. E numa das mais tradicionais e procuradas lojas da galeria, o público curioso pode encontrar desde um disco do “cantor” Pelé, até um álbum da banda Utopia, que depois se consagrou como “Mamonas Assassinas”

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