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ALEGRIAS, TRISTEZAS E SOBRETUDO AMOR

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Há 20 anos tive a honra e o prazer de entrevistar Nair Bello para a reportagem de capa da revista “Aconteceu Comigo”, projeto da Editora Página Um. O tema não era exatamente alegre, retratando a carta psicografada por Chico Xavier em 1977 que recebeu do filho Manoel, falecido dois anos antes, aos 20 de idade, em acidente automobilístico.

A carta reforçou a saudade mas trouxe tranquilidade de espírito da mãe e também dos irmãos Maria Aparecida, Ana Paula e do publicitário Zé Bello, que seguiu a carreira do pai Irineu Francisco de Souza.

Entre dois publicitários, porém, as conversas na residência dos Francisco sempre pendiam para o bom humor de Nair, uma das maiores artistas que a TV brasileira conheceu.

Doze anos após sua morte, aos 76 anos incompletos, ela ganha, da filha Maria, uma justa homenagem. Escrito em parceria com a jornalista Piti Meinberg, o livro “Mama Mia!” será lançado no próximo dia 30 de outubro, a partir das 18 horas no teatro Nair Bello, no shopping Frei Caneca, em São Paulo.

A obra relembra não só a trajetória profissional em 57 anos de carreira na TV, no cinema e no teatro, revelando também seu lado esposa, mãe e amiga.

A grande novidade desse livro é que, ilustrado com fotos de seu arquivo pessoal e de reportagens em jornais e revistas, se completa com o recurso da realidade aumentada.

Ao apontar a câmera de um celular ou tablet para as páginas do livro através do  aplicativo gratuito Zappar, o leitor terá acesso a vídeos com trechos de programas de televisão e entrevistas com a atriz, depoimentos de atores e diretores como Nilton Travesso, Marcos Caruso, Carlos Lombardi e Wolf Maya. Além disso há ainda uma área de selfies onde o leitor ao apontar o celular para a capa do livro, fará uma foto com a atriz que poderá ser compartilhada nas redes sociais.

A CARTA QUE VEIO DO CÉU

Nair Bello nasceu em São Paulo, num 28 de abril de 1931 e faleceu 11 dias antes de completar 76 anos, em 17 de abril de 2007.

A vida dedicada ao humor teve um triste intervalo de um ano ao perder o filho Manoel. O período de depressão durou até ela se aproximar da religião espírita e receber uma carta do filho, psicografada pelo maior médium deste país, Francisco Cândido Xavier.

O subtítulo acima estampou a matéria de capa da revista “Aconteceu Comigo” que tive o orgulho de escrever.

Na carta de Manoel, reproduzida no livro de Maria Francisco, ele pede a bênção dos pais e cita pessoas que nem mesmo Nair e Francisco chegaram a conhecer, mostrando que no “outro lado” da vida não há limite de tempo e espaço.

Na sala de trabalho do grupo espírita da Prece, totalmente lotada de pessoas com a mesma ansiedade, Nair e Irineu finalmente receberam o sinal do filho após longa espera. Afinal, como costumava dizer Chico Xavier, “o telefone sempre toca de lá pra cá”.

Foram 90 meias páginas de lembranças e citações do espírito de Manoel. Para Nair, foi a carta mais bonita da noite e a mais bonita de sua vida.

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