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TIRO DA PF ACERTOU A PROPAGANDA

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Investigação mistura adulteração de carne com pagamento de propina e envolve campanhas milionárias

Fátima e Tony: imagens arranhadas

A operação “Carne Fraca” da Polícia Federal, deflagrada após denúncias do fiscal agropecuário Daniel Gouvêa Teixeira, que atua na região de Curitiba, acabou atingindo a credibilidade da comunicação de grandes marcas do setor, assim como personalidades contratadas como garotos-propaganda.

As investigações sobre adulteração ilícita da matéria-prima desaguaram também no pagamento de propina, prática criminosa mas infelizmente recorrente e intimidatória no país, que visa, em outras palavras, não procurar “pelo em ovo”.

Nesse balaio, caíram os maiores produtores e exportadores do mercado, assim como o ator Tony Ramos e os apresentadores Fátima Bernardes e Luciano Huck, que associam sua imagem a produtos dos grupos JBS e BR Foods, gigantes da atividade.

Francisco Sergio Turra, ex-ministro da Agricultura e presidente da ABPA-Associação Brasileira de Proteína Animal, declarou à Folha de S.Paulo que o discurso é irresponsável e fruto de levantamento incompleto e que corresponde a 0,5% do setor.

Óbvio que a PF está fazendo seu papel e, conforme comprovam áudios e documentos, frigoríficos com Peccin e Souza Ramos, de Iporã e Colombo, no Paraná, e Larissa, de Mauá, na Grande São Paulo, terão trabalho para reverter acusação de fraudar alimentos.

Também parece claro que os grandes grupos BRF e JBS terão que explicar porque, desde que garantem a qualidade de seus produtos conforme comunicados na mídia, estão envolvidos em denúncias de pagamento de propina a fiscais corruptores.

A verdade é que toda essa polêmica respinga também em grandes agências de publicidade como WMcCann, F/Nazca, Lew’Lara e DM9, que assinam campanhas das marcas Seara, Sadia, Friboi e Perdigão.

Em entrevista à rádio Jovem Pan nesta segunda-feira (20), Tony Ramos, personagem que em campanha inédita deu nome aos bois, comentou com sensatez e serenidade que aguarda desenrolar da operação.

Com mais um ano de contrato como garoto-propaganda da Friboi, explicou que aceitou o contrato após se certificar da veracidade do texto que interpreta nos comerciais e que continua consumindo produtos da marca.

Mas que, como brasileiro e como todos nós, consumidores, também se assustou com as notícias sobre a operação da PF e que também quer ver o país sendo passado a limpo nesse setor.

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