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VENDE-SE EMISSORA COM BOA AUDIÊNCIA

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Rádio Bradesco Esportes encerra atividades e frequência pode ser arrendada

A partir da próxima segunda-feira (13), os ouvintes habituados a acompanhar o noticiário esportivo e transmissões de futebol pela Bradesco Esportes terão que procurar outra emissora no Dial de seu rádio.

O projeto entre o grupo Bandeirantes e o banco Bradesco, nascido há 4 anos para unir as duas marcas em torno das Olimpíadas realizadas ano passado no Rio de Janeiro, termina deixando vagas as frequências de FM 94,1 em São Paulo e 91,1 no mercado carioca.

O grupo mineiro Bel, dono do espaço paulista, que já pertenceu à Rádio Atual da família do ex-deputado José Abreu e também operou como Rádio Oi até 2012, deve arrendar ou vender a frequência, cobiçada pelo sistema Globo de Rádios, há anos visando um prefixo FM em São Paulo para sua programação esportiva.

Quinta colocada em audiência nas jornadas esportivas das quartas-feiras, a Bradesco Esportes nesse quesito está à frente de Jovem Pan e Band News, conforme a pesquisa EasyMedia4 do instituto Kantar Ibope referente ao período entre dezembro de 2016 e fevereiro de 2017.

Seus programas esportivos, porém, perderam muitos pontos nos últimos meses no levantamento liderado há anos pela 105 FM, emissora que recentemente abrigou o campeão de audiência “Na Geral” de Beto Hora, Lelio Teixeira e José Paulo da Glória, que deixou o grupo Bandeirantes no ano passado.

Mario Baccei, vice-presidente de Rádios do grupo Bandeirantes, explicou que o projeto estava mesmo previsto por contrato para se encerrar ao final das Olimpíadas. “Foi um projeto de 5 anos, para atender os períodos pré-Copa, Copa e Olimpíada, mas acabou”, disse.

Baccei também informou que o grupo tem 2 novos projetos de conteúdo mas para outras frequências, que não cabiam na 94,1. “E vamos aproveitar todos os profissionais atuais em outras emissoras do grupo”, garantiu.

Segundo ele, José Luiz Datena vai apresentar o programa “90 Minutos” das 10 às 11h30 na rádio Bandeirantes.

Conforme especialistas do setor, há outros motivos pelos quais o Bradesco desistiu do projeto.

Primeiro por uma mudança de estratégia de comunicação, o que pode ser constatado pela troca de agências de publicidade, cuja concorrência substituiu WMcCann e Y&R por Publicis e Leo Burnett Tailor Made.

Segundo, porque o objetivo inicial de cobrir todas as modalidades esportivas visando abordar o tema olímpico acabou sendo desvirtuado e focado exclusivamente em futebol, em busca de maior audiência.

E, finalmente, porque o Bradesco já não vinha concordando com a partilha de custos, uma vez que grande parte da equipe da emissora já é contratada de outras rádios do grupo Bandeirantes, e o banco acabava bancando sozinho os salários adicionais dos profissionais.

A frequência 91,1 MHz do Rio de Janeiro, comprada por R$ 12 milhões pelo grupo Bandeirantes no mesmo ano de 2012 em que inaugurou a Bradesco Esportes em São Paulo, deve ser arrendada.

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