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SECRETARIA CONDENA SENSUALIDADE DA HOPE

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A Ministra Iriny e a modelo GiseleA Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), ligada à presidência da República e criada em janeiro de 2003 através de Medida Provisória no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, pede suspensão da campanha “Hope Ensina”, estrelada por Gisele Bündchen, obviamente divulgando lingeries da marca. Composta por três comerciais (nota deste Blog de 21 de setembro), a estratégia estimula a mulher brasileira a utilizar sua natural sensualidade no hora de dar uma má notícia ao marido ou namorado. Segundo justificativa da SPM, cuja titular é a ministra Iriny Lopes, “a propaganda promove o reforço do estereótipo equivocado da mulher como objeto sexual de seu marido e ignora os grande avanços que temos alcançado para desconstruir práticas e pensamentos sexistas. Também apresenta conteúdo discriminatório contra a mulher, infringindo os artigos 1° e 5° da Constituição Federal”. Em razão de reclamações de indignação contra a propaganda, conforme nota da SPM recebidas por sua Ouvidoria, foram enviados ofícios ao Conar e ao diretor da Hope Sylvio Korytwski manifestando seu repúdio à campanha. A Hope, por sua vez, esclarece que a propaganda teve o objetivo claro e bem definido de mostrar, de forma bem-humorada, que a sensualidade natural da mulher brasileira, reconhecida mundialmente, pode ser uma arma eficaz no momento de dar uma má notícia. A empresa ainda explica que exatamente para evitar que a campanha fosse analisada sob o viés da subserviência ou dependência financeira da mulher, a garota-propaganda é a modelo Gisele Bundchen, uma das brasileiras mais bem sucedidas internacionalmente.

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